
Muito se tem escrito e falado nestes dias, desde que o "Sol" "espreitou pela fechadura".
Neste dia em que o "Sol" brilha mais que nunca as nuvens ficam densas sobre Sócrates e chovem notícias, comentários, especulações e dissertações (pelo que não vale a pena alongar-me).
Sócrates mascara-se de Primeiro-Ministro respeitador da lei.
Jornalistas mascaram-se de polícias, advogados, juízes e demais defensores da lei.
E num PSD mascarado de alternativa cada vez são mais os que correm a mascarar-se de defensores da Pátria.
E aqueles, nós, que aparentemente queriam fazer de palhaços (com todo o respeito pelos verdadeiros palhaços) observam o circo onde se desmascaram as habilidades.
O que sairá deste Carnaval ultrapassa a minha imaginação; já me mentalizei há muito que neste país tudo é possível.
Mas não posso deixar de lamentar - e insurgir-me sempre que possível - que o Carnaval já não se resuma ao João Jardim de turbante na cabeça (é que esse, ao menos, mascara-se à vista de todos).
Dois séculos depois de D.Carlos o dizer continuamos "um país de bananas governado por sacanas".
Deprimente.
sexta-feira, fevereiro 12, 2010
Outros Carnavais
quarta-feira, setembro 30, 2009
Onde está o Presidente da República?
Coitado daquele senhor que estava ontem a falar na televisão.
O senhor já estava a ter umas férias bastante michurucas - no Algarve a ler diplomas, não se deseja a ninguém! - e ainda lhas interrompem para o pôr a pensar sobre o que dizem que o Presidente disse quando parece que o Presidente nem disse nada.
Depois são os jornais e os cidadãos a falar dele e do Presidente da República e de colegas deles os dois e de gente que o senhor nem conhece. E o senhor lá teve de continuar a pensar com os seus botões, a interrogar-se a si próprio sobre aquilo tudo, quando só queria estar sossegado a ler os seus diplomas com a sua Maria.
Já que as férias estavam perdidas, lá veio senhor A2 acima para despedir alguém que nem fez mal nenhum a ver se o deixavam sossegado. Sem sucesso.
Vá lá que entretanto houve uma campanha eleitoral e ele sempre arranjou uma desculpa para ficar descansado a acabar de ler os diplomas.
Eleições passadas e os dois maiores partidos aborrecidos com ele ainda lhe vêm dizer que lhe podem ler os mails (e, quem sabe?, os diplomas).
Como se não chegasse isto tudo ainda o forçam a falar?!...
"Um Presidente da República tem, às vezes, que enfrentar problemas bem difíceis, assistir a graves manipulações, mas tem que ser capaz de resistir, em nome do que considera ser o superior interesse nacional. Mesmo que isso lhe possa causar custos pessoais. Para mim Portugal está primeiro."
Coitado deste senhor que põe Portugal primeiro e tem de vir falar à televisão quando o Presidente da República não aparece.
Mas onde é que está o Presidente da República? Porque é que não veio ele falar em vez deste senhor?
Já agora, quem é o Presidente da República?
E quem era aquele senhor?
segunda-feira, setembro 28, 2009
Mais de um milhão de radicais de esquerda

1.003.283 eleitores votaram ontem no BE e CDU.
CDU e BE obtiveram ontem 17.73% dos votos, o que corresponderá a 31 mandatos.
Radicais ou não, são de esquerda sem margem para dúvidas. São da esquerda.
Os radicais de direita aumentaram, é verdade. 20 deputados é muito. É verdade, é muito, é triste e é preocupante.
Mas 592.064 continua a ser quase metade de 1 milhão.
Se ainda houver alguma esquerda no PS, talvez agora que não pode governar orgulhosamente só Sócrates ouça por uma vez Manuel Alegre e dialogue, "preferencialmente à esquerda".
__
E a propósito de radicais, faits divers:
A presidente do PND, de Manuel Monteiro, diz sobre o resultado "assustador" do BE que "O melhor é emigrarmos todos".
Saberão que PCTP/MRPP teve votos suficientes para começar a receber subvenção do Estado? (pode ser que emigrem mais alguns e aproveitem para disfrutar das posições sobre emigração que defendem)
fonte: Público
sexta-feira, setembro 25, 2009
Venha o dia da reflexão

Para um comunista os actos eleitorais são uma etapa e não um fim. Independentemente da CDU obter mais ou menos mandatos, de ser a 3ª ou 5ª força política e de ter mais ou menos votos do que nas anteriores eleições, no dia imediatamente a seguir às eleições, sabe-se que a luta continua.
Para um comunista, a vitória não se obtém nas eleições, mas nas transformações concretas que decorrem da sua acção política.[...]
por Tiago Mota Saraiva em cinco dias
Tenho muitas críticas a fazer em relação ao Bloco e ao PCP [...]Mas, sucede que, ao seguir a campanha na tv, não consigo deixar de sentir que aquela também é a “minha gente”. E, quando digo “aquela”, digo os homens e mulheres que fazem a militância do Bloco e do PCP.[...]
Os votos fazem-se aos domingos, mas as barricadas erguem-se durante os dias de semana. E estou certo que encontrarei “a minha gente”, toda ela, do mesmo lado da barricada – já esteve mais longe, aliás. E se, após a subida eleitoral de domingo, ainda sobrar algum espaço para este gordo que aqui vos escreve, contem comigo para a primeira calhauzada. Ou então para distribuir panfletos e escrever posts inúteis.
por Zé Neves em cinco dias
Reflectir e votar.
A luta (é) contínua.
quarta-feira, setembro 16, 2009
orientação
Quando quem se diz de esquerda toma medidas quem nem a direita se atreveu ou quando quem se diz social-democrata diz que com 6 meses de ditadura é que se põe um país em ordem, por exemplo, é natural que as pessoas fiquem desorientadas.
Quando a cassete que criticavam num passa a ser método usado por todos e os debates não servem para debater, transformando-se o moderador numa espécie de DJ que vai carregando no play e no stop - e apenas Sócrates traz o programa dos seus oponentes para cima da mesa - ficamos a conhecer apenas os dois ou três chavões do costume de cada partido.
É portanto de louvar a iniciativa de criar uma bússola eleitoral. Em jeito de teste de revista feminina, faz-se num instante; mas leva a que cada um pense por si nalguns temas chave - o que já é uma vitória! - e pode ser o início de conversas ou verdadeiros debates se não nos ficarmos pela janela do resultado e formos confrontar a nossa opinião com a dos vários partidos.
Um senão: abrangente como é o PS sempre com os dois piscas ligados consegue que muita gente fique na sua proximidade no primeiro quadro de resultado, ainda que não seja o partido com que tenha maior concordância.
Tendo em conta que não pode incluir todos os parametros que decidem um voto, pela parte que me toca a bússola está razoavelmente orientada.
Qual António Vitorino, deixo aqui os meus resultados e assumo o prisma pelo qual vejo estes dias (e os outros)... caso ainda não tivessem percebido!
Depois não digam que não avisei.
ainda das piadas
"Manuela Ferreira Leite vem finalmente a um sitio onde pode dizer: aquilo não era uma gafe era uma piada", Gato Fedorento
Vejo-me obrigada a rever o que escrevi ontem, justiça seja feita. A "outra senhora" está muito mal aproveitada na sua habitual postura circunspecta; afinal tem bastante sentido de humor. Vai se a ver e é uma incompreendida.
Se pensasse que muitas outras coisas que diz são também ironia e o Ricardo Araújo Pereira pudesse vir a fazer parte do seu governo ainda revia o meu sentido de voto. Desgovernado já este país anda, ao menos que houvesse motivos para rir...
terça-feira, setembro 15, 2009
a melhor piada no fim

dn
Já tinha saudades dos Gato Fedorento, confesso.
As férias faziam falta e fizeram-lhes bem, ainda que me pareça que o Sócrates para rentrée stressou um bocado o Ricardo Araújo Pereira; mas qualquer um abana quando se esbarra com umas eleições destas em plena depressão pós-férias, compreenda-se, qualquer um abana quando se esbarra com o Sócrates.
Ri-me mais na primeira parte do que na entrevista, devo dizer; se o esforço de Sócrates em relaxar correu como se viu até tenho medo de ver hoje a Manuela Ferreira Leite.
Mas no fim é que foi de rebolar a rir: "Amanhã irmão de Sócrates no programa de Fátima Lopes".
Que grande piada!! (era piada não era? digam-me que era piada. se não é piada deve ter sido, pelo menos, sugestão dos Gatos. não?!...)
segunda-feira, julho 06, 2009
Digam-me que foi partida do S.Pedro e que isto passa
Já em Outubro vi aqui a preocupação perante a possibilidade de voltarmos a confundir a "Agenda Cultural" com a "Caras".
Mas eu sou ingénua, eu não aprendo, eu ainda acredito que este povo tem emenda e não liguei.
Depois foi cá em casa que me avisaram que isto podia acontecer.
Mas eu sou ingénua, eu não aprendo, eu ainda acredito que este povo tem memória e disse que não era possível.
Agora são as sondagens a dizer que, apesar de se antever mais um túnel (Freud deve explicar esta fixação) e de se voltar a falar do Parque Mayer em paralelo com o Casino (não vá a memória dos alfacinhas ser curta), há um empate técnico entre Santana Lopes e António Costa.
Não quiseram juntar as esquerdas, não foi?!
Ingénuos! Não aprendem! Ainda acreditam que este povo tem memória e tem emenda...
Porque sou ingénua e não aprendo quero acreditar que houve uma qualquer influência do S.Pedro a puxar a brasa à sua sardinha e que isto passa.
...mas, à cautela...
Comunico, por isso, a oferta dos meus préstimos a todo e qualquer agrupamento de cidadãos, partido ou outra entidade cujo o principal objectivo seja, não o de servir a cidade de Lisboa, mas o de derrotar de forma inapelável o senhor acima citado.
domingo, julho 05, 2009
Eu faria outro gesto
Um Ministro da Economia que vai à China dizer que os nosso salários são baixos ou vai a Italia comprar sapatos não tem problema nenhum; mas quando faz corninhos (que ninguém percebe) numa conversa paralela (que ninguém sabe bem qual foi) enquanto Sócrates e Louçã discutem quem tem mais falta de nível dá direito a afastamento a poucos meses de eleições...
(Digamos que em homenagem ao facto da fábrica não ter fechado.)
segunda-feira, junho 08, 2009
Ursos

"[...] Naquela casita viviam três ursos. Um deles, que se chamava Mikhail Ivánovich, era o pai. Este era muito grande e peludo. O outro era uma ursa. Chamava-se Nastácia Petrovna e era mais pequena. O terceiro era um ursinho pequenino, que se chamava Micha. [...]"
Enquanto leio este conto russo (num livro impresso na U.R.S.S. em 1981) pela Europa vota-se em partidos de direita e extrema direita.
Enquanto por todo o lado se percebe que a crise instalada dá razão a Marx, por todo o lado se vota maioritariamente a favor dos princípios que conduziram à crise que se quer combater.
Um dia vou ter de explicar tanta coisa...
Um dia vou ter de explicar porque são tão importantes estas (e todas) as eleições apesar de 60% dos portugueses achar que não, que é melhor ir para o algarve.
Hoje, quando esperamos ainda por saber de quem será um deputado, era um bom dia para explicar como cada voto é importante, mesmo que seja em branco.
(Um dia vou ter de lhe explicar porque estas eleições são seguidas com mais atenção nesta casa que noutras.)
Um dia vou ter de explicar tanta coisa...
Um dia vou ter de explicar que não é preciso ir à floresta para encontar ursos.
Que não é preciso procurar ursos na U.R.S.S. - agora na Rússia ou na China - e que têm nomes muito mais simples do que estes três que agora lhe apresento.
E são tantos!
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
A História logo ali

Frost/Nixon na SicNotícias
Talvez fosse Carnaval. Estava sol e havíamos de sair antes de nos dedicarmos a mais uma sessão de adaptação da casa ao novo inquilino.
Foi então que se abriu um livro à nossa frente desfiando frases de Mao Tse Tung e explicando as diferenças entre as personalidades de Brezhnev e Khrushchev os comunismos da China e da União Soviética. Uma perspectiva dos EUA 30 anos antes de Obama.
Porque 30 anos antes de Obama já se percebia que o comunismo na China e na União Soviética eram tão diferentes como os chineses são diferentes dos russos, porque Israel já existia e "um dia os árabes vão aprender a lutar" ficámos a ver.
Porque a História se percebe melhor sem intermediários.
Haviam de fazer disto mais vezes.
terça-feira, fevereiro 17, 2009
Descontos e outros contos

Qualquer cidadão deste país que desconte para a Segurança Social já se habituou a dar-lhe o desconto.
Dá o desconto quando passa horas para ser atendido para poder passar horas a tentar perceber alguma coisa. Dá o desconto quando pede para pagar um ano de atraso e lhe apresentam a conta 3 anos depois (triplicada) com os juros respectivos. Dá o desconto quando pede alteração de morada e as cartas continuam a ir para a morada anterior anos depois (e se a morada anterior for na província nem volta a falar no assunto já que se perde menos tempo a fazer 200km do que à espera de senha na mão).
Vai-se dando o desconto porque sim, porque tem de ser, porque contribuir para a Segurança Social é uma questão de princípio, porque se tem esperança em dias melhores.
Até que um dia chega o momento de usufruir qualquer coisa dos descontos que fez e, com o entusiasmo, uma pessoa ainda é capaz de acreditar que sim, que agora é possível ter licenças parentais de 1 ano e é só mais um mandato e até ficamos como a Suécia, pois...
Depois percebe-se que não é bem assim e voltamos a olhar para o abono pré-natal, que cada um sonha com o que pode, e a criança está quase a nascer pelo que a poupança está feita - que recebendo tudo junto até parece mais dinheiro.
E como a esperança é a última a morrer - e desde que inventaram as declarações electrónicas para o IRS até consigo entregar as coisas no prazo (nem que seja no último dia às 23h59) - fico toda contente por o choque tecnológico ter chegado à Segurança Social quando leio no site "Segurança Social Directa" e corro a pedir a senha.
Senha em casa - que na província consegui manter o meu registo lá mas com a correspondência a vir para cá (ora digam lá mal dos serviços!) - corro ao computador...tarde de mais:
"dísponível de 2ª a 6ª Feira das 8h às 22h"
Leio e releio, às 21h55, imaginado o que pode levar um serviço on-line a ter horário de expediente. Mas não é que às 22h aquela coisa se começa a baralhar toda e a pedir-me o NISS e a senha por tudo e por nada?!
"mais informações aqui", encontro. Clico no link, sai-me um mail para eu escrever a pedir as informações, suponho. Desisto.
Volto no dia seguinte, mais cedo. Já consigo abrir uma e outra página mas logo "Lamentamos, o serviço encontra-se temporariamente indisponível" (ou qualquer coisa parecida).
Estar à espera fora do sofá é pior, pelo que continuo a tentar. De tentativa em tentativa quase conseguia chegar ao fim...se não fossem já 22h.
Volto no dia seguinte, mais cedo. Consigo fazer o pedido. Estou mesmo contente à beira de verificar que "todas as afirmações são verdadeiras" quando reparo que neste formulário - ao contrário do que se imprime em papel para entregar em mão - não pedem o Agregado Familiar.
Vou ao "Agregado Familiar NOVO!". Ao contrário do formulário que se preenche em papel para entregar em mão este só funciona com o NISS, e o NISS do cônjuge ainda não chegou...
Parece que este Sábado me poderão encontrar na Loja do Cidadão praguejando sobre o choque tecnológico e aproveitando para esclarecer as inúmeras dúvidas que a nova legislação me suscita.
Ao menos sou "prioritária" (se não talvez preferisse fazer 200km)...
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
jantar no nepal(ês)
Monotemática.
Olho para este blog e vejo como estou monotemática.
Apercebo-me que ultimamente os meus pensamentos giram apenas em torno de um mesmo assunto.
Às vezes parece que esqueci que há um mundo lá fora.
Vamos jantar.
- Deixa-me contar-te o que se passou hoje neste país! - adianta-se o marido antes que eu comece a desfiar puericultura; parece-me bem.
- Imagina que segundo o BPI e o Santander a Teixeira Duarte está em falência técnica!
- "A" Teixeira Duarte?! Bolas...
- Sim. E o BCE mantém as taxas de juro nos 2%. Apesar de os EUA já estarem nos 0 e Inglaterra em 1%, o Trichet diz que não pode baixar dos 2%. E os combustíveis voltaram a subir!
- Está jeitoso...
- As coisas vão mudar muito nos próximos tempos. Isto não se aguenta.
- Mais os despedimentos aos milhares, como ouvimos de manhã, da Panasonic...
- Não sei o que isto vai dar!... Ah! Nevou outra vez no Marão! É a 8ª vez.
- Eles bem diziam: "7 neves e 1 nevão".
- Isto está tudo avariado!!
- Deixa lá o tempo. Se há provérbio é porque antes já era assim...
- Não era nada assim! Sabes bem que o tempo não era assim. Lembras-te de algum ano em que nevasse tanta vez em Portalegre? Em Londres foi aquela confusão, só me fez lembrar o documentário na National Geographic sobre a possibilidade de desaparecer a corrente do Golfo...
Às vezes parece que esqueci que há um mundo lá fora.
Já me lembro porquê.
quarta-feira, janeiro 21, 2009
for the record
To the Muslim world, we seek a new way forward, based on mutual interest and mutual respect. To those leaders around the globe who seek to sow conflict, or blame their society’s ills on the West - know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy. To those who cling to power through corruption and deceit and the silencing of dissent, know that you are on the wrong side of history; but that we will extend a hand if you are willing to unclench your fist.
periodista digital
For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus - and non-believers. We are shaped by every language and culture, drawn from every end of this Earth; and because we have tasted the bitter swill of civil war and segregation, and emerged from that dark chapter stronger and more united, we cannot help but believe that the old hatreds shall someday pass; that the lines of tribe shall soon dissolve; that as the world grows smaller, our common humanity shall reveal itself; and that America must play its role in ushering in a new era of peace.
Porque nós sabemos que a nossa herança de diversidade é uma força, não uma fraqueza. Nós somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus – e não crentes. Somos moldados por todas as línguas e culturas, vindas de todos os cantos desta Terra; e porque provámos o líquido amargo da guerra civil e da segregação, e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos, não podemos deixar de acreditar que velhos ódios um dia passarão; que as linhas da tribo em breve se dissolverão; que à medida que o mundo se torna mais pequeno, a nossa humanidade comum deve revelar-se; e que a América deve desempenhar o seu papel em promover uma nova era de paz.
Ao mundo muçulmano, procuramos um novo caminho em frente, baseado no interesse mútuo e no respeito mútuo. Aos líderes por todo o mundo que procuram semear o conflito, ou culpar o Ocidente pelos males da sua sociedade – saibam que o vosso povo vos julgará pelo que construírem, não pelo que destruírem. Aos que se agarram ao poder pela corrupção e engano e silenciamento dos dissidentes, saibam que estão no lado errado da história; mas que nós estenderemos a mão se estiverem dispostos a abrir o vosso punho fechado.
(supõe-se que o mesmo se aplique ao Ocidente...)
quarta-feira, novembro 05, 2008
há esperança

"If there is anyone out there who still doubts that America is a place where all things are possible, who still wonders if the dream of our founders is alive in our time, who still questions the power of our democracy, tonight is your answer.
(...)
It's the answer spoken by young and old, rich and poor, Democrat and Republican, black, white, Hispanic, Asian, Native American, gay, straight, disabled and not disabled.
(...)
It's the answer that led those who've been told for so long by so many to be cynical and fearful and doubtful about what we can achieve to put their hands on the arc of history and bend it once more toward the hope of a better day.
(...)
It's been a long time coming, but tonight, because of what we did on this date in this election at this defining moment change has come to America.
(...)
This is your victory.
(...)
You did it because you understand the enormity of the task that lies ahead. For even as we celebrate tonight, we know the challenges that tomorrow will bring are the greatest of our lifetime -- two wars, a planet in peril, the worst financial crisis in a century.
(...)
The road ahead will be long. Our climb will be steep. We may not get there in one year or even in one term. But, America, I have never been more hopeful than I am tonight that we will get there.
(...)
This is our time, to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American dream and reaffirm that fundamental truth, that, out of many, we are one; that while we breathe, we hope. And where we are met with cynicism and doubts and those who tell us that we can't, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people: Yes, we can."
texto integral - CNN
terça-feira, novembro 04, 2008
quinta-feira, julho 10, 2008
O Estado na Nação

capa do Público, 10.07.2008
Já disse aqui que Julho é o mês em que ou se está de férias ou se quer estar de férias.
Já não há feriados para animar as hostes como em Junho e ainda não há desculpas para não se fazer nada que se veja como em Agosto.
Agora imaginem-se a começar um trabalho antes do fim-de-semana. Tipo hoje.
Imaginem que hoje, quase na segunda quinzena de Julho, têm como objectivo analizar o trabalho feito durante um ano por forma a traçar objectivos para o novo ano...
Se a Nação só pensa em férias e em afogar o ano transacto no charco mais próximo - à medida das possibilidades (ou falta delas) -, o que pensará o Estado?
Não é o Estado composto por pessoas desta Nação?
Quem é que nesta (ou noutra) Nação começa seja o que fôr antes de parar a seguir?
Bem sei que o que se pretende é fazer uma reflexão, uma avaliação, um ponto da situação.
Mas para que serve uma avaliação senão para traçar novos caminhos a seguir?
E quem é que nesta (ou noutra) Nação começa seja o que fôr antes de férias?
Não nos querem convencer que agora fazem o ponto da situação para irem traçar novos caminhos durante as férias e em Setembro é que é? Não é. Tanto não é que as novas propostas aparecem agora.
Então será que o objectivo é lançar agora meia-dúzia de caminhos de cabras para irem de férias de consciência tranquila? Assim como quem, em toda a Nação, tenta terminar, num mês em que só se pensa em férias, o que não fez quando as férias ainda não pairavam na linha do horizonte...
Segundo Narana Coissoró, ontem na SicNotícias, "...foram 5 horas para 0."
Depois de tantas horas para nada ao longo de um ano inteiro, o que é que se esperava?
E se fossem de férias?!
terça-feira, março 25, 2008
Declaro-vos...às Finanças.
de miro_me_mira.
A Direcção-Geral de Impostos (DGCI) está a enviar cartas a contribuintes recém-casados pedindo que estes respondam, ao abrigo do dever de colaboração com a administração fiscal e no prazo de 15 dias, a um vasto conjunto de informações relacionadas com a realização do seu casamento. Caso não o façam dentro do período temporal estabelecido, são ameaçados com a instauração de um processo de contra-ordenação fiscal punível com uma coima que varia entre os 100 e os 2500 euros.[...]
O pedido de informações vai, no entanto, a inúmeros outros detalhes. Qual o número de convidados adultos e crianças e quanto foi o valor cobrado por cada um deles; se o vestido de noiva, por exemplo, foi oferecido e, se sim, por quem, e quanto pagou o oferente. [...]
Público
E não se pode deduzir no IRS?
Isso sim, era garantia de que todas as facturas seriam pedidas e apresentadas e podiam sempre dizer que estavam a valorizar essa instituição em crise!
Já agora, também podiam aproveitar para pedir que declarassem se têm piercings ou tatuagens em zonas mais difíceis de fiscalizar por outrem...
NOTA: dada a proliferação de temas tão interessantes para colocar à discussão - ou tão discutíveis - com que este país nos tem brindado, está em construção um novo blogdedicado a este paízinho à beira-mar plantado. Fica prometido o aviso aquando da inauguração (aguarda-se a comparência de um dos autores), bem como da sua abertura à participação dos interessados.
quarta-feira, março 19, 2008
Conversa de pé de orelha

Depois de anos e anos a tentar convencer os meus pais a deixarem-me furar as orelhas (para grande alegria das minhas avós, por sinal) não esqueço um dos argumentos que o meu pai usava para me dissuadir:
- Só podes furar as orelhas se também furares o nariz - ao que acrescentava - para pores um arganel, como as vacas.
Como lhe disse mais tarde, a sorte dele foi eu ainda ser muito nova.
Mas o problema principal que os meus pais colocavam era precisamente esse: e se me arrependesse...
Se nunca furei o nariz (não seria para arganel, mas na versão indiana - com respeito pelas vacas, portanto) foi, tão simplesmente, por saber o que aconteceu a várias pessoas à minha volta: infecções, alergias, chatices várias que geralmente resultaram em desistências e cicatrizes.
Por outro lado, quem não teve problemas continuou a sua vidinha, mais furo menos furo.
E não, não teve nunca nada a ver com o sítio onde o(s) furo(s) foram feitos.
Na verdade, a situação mais dramática que vi - uma bolha do tamanho de uma bola de ping-pong que terminou com lancetagem no hospital - aconteceu a uma amiga que furou as orelhas na mesma ourivesaria que eu.
Para o segundo e terceiro furo nem pedi nada a ninguém: tapei com o cabelo até cicatrizar.
- As orelhas são tuas, se as quiseres transformar num passador problema teu! - foi o comentário da minha mãe quando o cabelo saiu do sítio.
Ora agora, imagine-se!, se além de pedir aos meus pais ainda tivesse que pedir ao Sócrates?!
Como manobra de diversão (se eles podem, eu também posso), acrescente-se que além dos sítios do corpo e da idade ainda há a problemática da definição, no caso dos "buracos": o meu último furo é um furo, o furo do meu esposo é um piercing.
Feitos no mesmo sítio da orelha e exactamente com o mesmo aspecto, diferenciam-nos apenas o método: o meu foi feito numa lojeca de bijuteria no Fonte Nova, baratinho, foi disparar a pistola e andar; o dele foi todo ciência e cuidados, saiu cheio de recomendações e com a carteira mais leve...
O arrependimento no futuro não será razão para esta lei, ou proibiriam também os furos nas orelhas das criancinhas.
Os locais do corpo, como referi acima, podem trazer problemas onde menos se espera, ou não.
Os locais onde se se fazem os piercings ou as tatuagens podem ser regulados e dar mais trabalho a ASAE que já não vai sabendo onde há-de ir.
Saúde?!
Então preocupem-se com os hospitais, que certamente não são os piercings nem as tatuagens que enchem as urgências.
Já sabíamos que os fumadores são ignorantes, os professores são preguiçosos - só para lembrar os disparates mais recentes -, agora serão os jovens que também não têm a noção dos riscos que correm, coitadinhos...
Ou será que acham que a internet só serve para os meninos estudarem?!
Os pais, já se percebeu, só servem para defenderem os meninos dos professores que não os educam...
Mas seremos todos estúpidos ou apenas governados por gente que nos toma à sua imagem?!
Esperemos que, mesmo coitadinhos e mal-educados, os mais novos consigam por ordem nisto...
A Juventude Socialista apresentou ontem uma série de alterações ao projecto-lei do PS sobre piercings e tatuagens, depois de o próprio subscritor da proposta ter admitido suavizar as proibições nela defendidas. [...]
Diário de Notícias

