terça-feira, julho 22, 2008
Lisboa by night
De tanto olhar, às vezes esquecemos o que vemos. Como as palavras repetidas vão perdendo o seu sentido.
De tanto ver, às vezes esquecemo-nos de apreciar. Às vezes. Como quando esquecemos a máquina fotográfica.
Às vezes lembramo-nos.
Às vezes aproveitamos o que temos.
Nas noites de Verão.
Sexta-feira: Hotel do Bairro Alto
Sábado: Santa Catarina (Adamastor)
Domingo: Docas (OParte)
Segunda: Miradouro da Graça
Às vezes tratamo-nos bem!
quinta-feira, julho 05, 2007
Lisboa 30ºC
O Verão chegou de combóio ao Cais do Sodré.
Abriram-se as portas das carruagens vindas do mar deixando sair saias às flores, vestidos com e sem leggings, t-shirts coloridas e ombros despidos.
Pelas escadarias desceram sabrinas, sandálias e havaianas.
Mesmo na sombra do betão o Verão brilhava esta manhã revestido de strass.
Bemvindo!
domingo, março 04, 2007
Palácio

À noite, os sapatos desceram do Bairro Alto e seguiram rumo à Mouraria, de taxi.
Iluminada a cor-de-rosa a fotografia de Amália. Atrás um altar de rosas vermelhas exalta um desenho da Severa; péssimo, o desenho, diga-se de pasagem. "Mouraria, berço de fadistas", lê-se na parede.
Sendo que o som que se ouvia não correspondia à imagem. Não sei o que era, mas era bom.
Jogava-se snooker sob um tecto pintado com anjos.
Fumava-se na sacada sobre Lisboa.
Sítio bom de se estar, mesmo quando não se sabe bem porque se está.
(info-sessão: GrandeMundo contra G8, supostamente...)
terça-feira, setembro 26, 2006
Lisboa a pé
foto:joão figueiredo
Gostei de ver, esta manhã, a cidade cheia de gente.
Gostei de ver tanta gente a andar a pé.
Eu também andei, pela João XXI até à Avenida da República, ultrapassando todos os condutores mal-dispostos, os sapatos mais rápidos que os pneus. Mais barato, mais saudável e mais ecológico também.
Depois de irmos buscar o carro de substituição - que o meu ficou na oficina a tratar-se de um acidente com quase um ano e não há fundamentalismo que justifique ir a pé para o Pinhal Novo - aproveitei para dormir na Av. de Ceuta o tempo que me faltara na cama.
A reunião matinal atrasou-se e deu-me tempo para beber café calmamente...
Ah, gosto quando tudo é mais devagar de manhã!
quarta-feira, julho 12, 2006
Lisboa by night

www.pbase.com/diasdosreis/downtown
Saimos de Santos às sete e meia e vamos beber qualquer coisa ao Jardim do Tabaco.
À beira rio, decidimos ir jantar à Casa do Algarve, no Chiado.
Bebemos vinho, sentados junto à janela, com vista para o Tejo e a Sé sobre o Terreiro do Paço.
Atrás de nós começam a cantar fado em voz tremida, como convém ao quadro tipicamente lisboeta.
O sol pôs-se entretanto. Acendem velas.
De volta à outra colina refrescamos-nos com a vista da Sra. do Monte.
O dia ainda é o mesmo quando chegamos a casa.
Como seria ouvir fado quando ainda não havia iluminação eléctrica nem carros a cortar o sofrimento feito canção?
sábado, março 04, 2006
Café(s) I

lá me esqueci da máquina outra vez...
a foto que teria tirado em
http://fotografiaexadres.blogspot.com/2006/02/lisboa-in-photos-confeitaria-nacional.html
Esqueço-me sempre da Confeitaria Nacional, apesar de falar em lá ir cada vez que encontro o Pedro, apesar de passar lá perto tanta vez...
Precisava de beber e comprar café, por isso fui ao Chiado. (rendi-me ao Nespresso, mas tratarei dessa publicidade noutra ocasião) Não me apetecia um Café grande, como a Brasileira ou a Bénard. Ao Café no Chiado fui no sábado passado e o Café do S. Luiz é muito escuro...Apetecia-me beber café, simplesmente, sem livro nem nada; mas faço sempre os possíveis por dar a esse momento alguma dignidade. Tudo o que é forrado a azulejos de casa de banho e ou iluminado com fluorescentes é riscado da minha lista, já que não consigo riscá-los do mapa. Resolvi ir à Camponesa (depois de espreitar as novidades da Camper, confesso) com os seus azulejos para onde me divirto a olhar, mas estava fechada. Continuando o passeio com fado ao fundo pus de lado o Nicola e a Suiça pela mesma razão dos primeiros...
Confeitaria Nacional
Nem muita nem pouca luz. Ver a rua quanto baste enquadrada pela caixilharia trabalhada. Vozes sussurradas que deixam pensar. Uma casa de bonecas com bolos de perder a cabeça.
Deixei sair a Gretel que há em mim nesta Paris dos pequeninos.
sábado, fevereiro 11, 2006
Humor(es)
Deitei-me pensando em como melhor aproveitar o Sábado, quando acordei tive a resposta. Está Sol!
Saí para ir deixar Árias ao trabalho e percebi que estava quente!
"Adamastor". Tinha várias coisas para fazer no Chiado, começavam por ir beber café ao Sol.
Anna foi ter comigo. Nada melhor para aproveitar o Sol do que ter uma alemã por perto. Acabámos de beber café, esqueci tudo o que tinha para fazer, abrimos o tejadilho e fomos fazer um piquenique ao Guicho.
Sol.
Mar.
Os pés na areia.
Andar.
Ver pessoas a sorrir.
Vento bom a emaranhar os cabelos na cara.
Sigrid e o namorado vieram ter connosco. À alemã juntou-se uma austríaca e passámos o resto da tarde na esplanada, com a cara cada vez mais rosada (que não sou mais morena que elas).
Quando veio o frio voltámos a Lisboa.
Entrámos no Vasco da Gama e íamos morrendo de enoclofobia. Combinei com Anna que, se ela não aguentasse podia dar-lhe boleia meia-hora depois. Meia-hora depois queria fugir e não conseguia, com o trânsito completamente entupido; demorei 45 minutos do estacionamento à rotunda do Pavilhão do Conhecimento.
Segui em direcção ao amor da minha vida para o encontrar com um humor indiscritível.
Duas horas mais tarde ainda estava no carro, depois de correr Lisboa não queiram saber porquê; perdida de sono como me acontece sempre que ando de carro por algum tempo.
Pelo caminho ia cheirando as mãos para me lembrar do mar, já tão longínquo.
"Na alegria e na tristeza", dizem. No bom, no mau e no péssimo humor; acrescento!
segunda-feira, janeiro 30, 2006
O dia depois do Vestido

No dia depois do vestido nevou em Lisboa.
Dormi até não conseguir mais.
Adormeci cedo e, não fosse um tremendo trovão estaria ainda a dormir.
Felizmente acordei.
Lá fora estava o Inverno. Olhei para a árvore e abri a janela para tirar fotografias.
“Está tanto frio!”, gritei. Árias veio à janela sentir.
Temos, ambos, uma relação muito próxima com esse vento que nos trespassa até enregelar os ossos. Memórias do alentejo serrano que, coberto de neve, nos entrava em casa pela televisão.
Cinco minutos depois estava a nevar, em Lisboa.
Já não tivemos tempo de ir a Sintra. Esperámos por F. e fomos ao Chapitô aquecer Lisboa com Reguengos.
Quando chegou a noite fui acordar a Jo para jantar connosco em casa.
Faltou a luz. Jantámos pizza à luz de velas.
Quando sairam fui deitar os pensamentos que dançaram toda a semana na minha cabeça e tanto precisavam de descansar.
Andormeci antes deles.
("imagina que se casavam em Fevereiro, como pensaram!" lembrou a Jo. Faltariam agora duas semanas...)