
Se para os pais, avós, bisavós e amigos o menino é um pequeno deus, para o gato foi um diabinho que entrou cá em casa para lhe roubar os mimos e impor regras que ele nunca tinha conhecido.
Cheio de paciência e tolerância como nem todos os irmãos mais velhos terão, o Miró espera melhores dias...
terça-feira, abril 21, 2009
À espera
quinta-feira, maio 22, 2008
O álbum forrado a papel vermelho

A propósito do Argos, fui à procura do meu álbum de fotos dos bichinhos.
Aí estão fotografias do Rodolfo, o nosso primeiro gato (meu e dos meus pais), a ternura vestida de cinzento.
Estão fotografias do Roberto, que ganhou o seu lugar lá em casa graças ao seu bom feitio e ao modo como se deixou ficar na minha mão - era tão pequeno que uma mão bastava - que nos fez esquecer que íamos buscar o seu irmão cinzento. E estão fotografias do irmão cinzento que reapareceu uns dias mais tarde: o Valentino.
Fotografias do Fitas, o siamês fiteiro como nenhum dos gatos sem raça que nos foram fazendo companhia, o siamês que levei para casa depois de uma perseguição em Coimbra por altura da Queima (daí o nome)- tão persuasiva como só um gatinho perdido sabe fazer. Fitas, que veio a ter uma depressão quando o Argos foi viver lá para casa; acho que só um siamês tem depressões, o Roberto também não gostou do cão mas continuou com a sua vidinha.
O Fitas deprimiu, desidratou e depois de curado desapareceu para reaparecer meses mais tarde e - certamente após confirmar que o cão ainda lá estava - voltar a desaparecer, aparentemente de volta a casa de novos donos.
O Fitas ainda voltou a aparecer lá em casa. O Roberto já tinha desaparecido como todos os gatos sem raça foram desaparecendo e quando o Fitas voltou a aparecer, meses mais tarde, encontrou o Gaspar. Nunca mais apareceu.
No álbum estão fotografias da Rosinha, o nosso primeiro bichinho (meu e do que veio a ser marido), a hamster que teve de ser salva do Miró.
É um album forrado a papel vermelho, do tempo em que tinha tempo de forrar álbuns.
Vê-se bem.
Não percebo porque não o encontro...
Enquanto procurava encontrei esta fotografia, que não estava no álbum.
Fotografia do Miró quando veio morar connosco na nossa primeira casa (meu e do que veio a ser marido).
sexta-feira, abril 04, 2008
Como queria ser gato!

Ah, como queria ser gato!
Espojar-me ao sol sem qualquer sombra a pairar na consciência.
Dormir até me apetecer sem ficar com trabalho por fazer.
Limitar-me a ser simpática quando me desse na gana e ainda ter gente a insistir em acarinhar-me.
Ah, como queria ser gato!
Mesmo que a minha dona acordasse tão estremunhada que me gritasse quando subo para o balcão da cozinha, quando apenas queria que ela me desse água antes de sair de casa...
sexta-feira, março 28, 2008
De_coração (4)
Quem quiser fazer um gato feliz basta colocar um sofá junto a um candeeiro.
O Miro até já tinha o puff mas quando, por motivos de força maior, tivémos de trocar a cadeira de baloiço com o sofá ele agradeceu.
A cadeira de baloiço era pouco estável para o seu gosto e qualquer um prefere um sofá a um puff - o bicho não é parvo.
Quem quiser fazer o dono de um gato feliz basta evitar ter sofás com almofadinhas de tecido bege...
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
De_coração (3)

Como diria o Calvin: "you can't just turn on creativity like a faucet", e se há ideias que surgem de uma vontade estética, a grande maioria surge de necessidades absolutamente práticas.
Destas, algumas correm particularmente bem e, às vezes - como neste caso - muito por acaso!
Precisava desesperadamente de um cabide para pendurar robes e casacos de andar por casa, no quarto, e o espaço por cima do radiador era o único possível. Simples.
O que veio por acréscimo é que tornou esta ideia brilhante levando-me a deixá-la aqui:
Há coisa melhor que chegar a casa ao fim de um dia de inverno e vestir um robe quentinho?!
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Quando estava a tirar a foto, o Miro achou por bem pôr-se em pose dando a sua contribuição para a teoria dos acasos felizes.
sábado, outubro 20, 2007
Miró e nós
Já tinha saudades de um fim de semana a três.
Daqueles que dão tempo para pintar todas as unhas.
