Gostava de te fazer uma surpresa assim,
mas faz de conta que só não faço porque está muito frio para ir para a praia.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
É muito tempo (adenda)
É muito tempo
Há pouco mais de dez anos achava o telemóvel um luxo absolutamente desnecessário, um brinquedo caríssimo que só servia para adornar burgueses e limitar a liberdade de quem tem o direito a não querer ser contactado.
Depois de nos começarmos a encontrar onde anos antes os nossos horários se desencontravam, depois de nos começarmos a olhar com um olhar diferente daqueles com que olhávamos os outros, depois de descobertos os amigos comuns que nos convidassem a sair juntos, ficaste com o meu número de telefone.
E eu passei a correr da faculdade para casa. E esperei que me ligasses. E deixei de sair de casa. E esperei, e esperei e desesperei como só se desespera ao lado de um telefone fixo.
E eu cansei-me de estar à espera e de estar em casa. E fui para os copos e liguei de uma cabine para pedir o teu número de telefone e não tive sorte nenhuma. E voltei para os copos e decidi deixar de esperar, mas por pouco tempo.
Há pouco mais de 10 anos passei a achar que era um perigo andar de carro à noite sem telemóvel ou que essa era uma boa desculpa para ficar com o da minha mãe.
Há pouco mais de 10 anos ficaste com o meu número de telemóvel e eu pude voltar a sair de casa sem deixar de esperar.
Há 10 anos e dois dias, enquanto lanchávamos no Beau Séjour, tu telefonaste.
Há 10 anos e um dia começámos a celebrar o dia dos namorados de véspera.
Mais tarde haverias de arranjar um telemóvel da mesma rede que eu e eu faria mais um furo na orelha, como o teu.
10 anos depois temos telemóveis da mesma marca e voltámos a ser da mesma rede, que tu escolheste.
10 anos depois queixas-te que eu nunca atendo o telefone.
10 anos depois fizémos um filho e eu telefono-te apenas para dizer que estou há uma hora no autocarro.
Hoje dizes-me ao telefone que me amas e eu esqueço que é sexta-feira 13.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Bom Ano
quarta-feira, dezembro 17, 2008
deus menino

alessi
As luzes que fomos ver no dia 1 esqueceram-se no dia seguinte.
As pessoas enchem os centros comerciais, mas não tenho estado nessas lojas.
O aumento do número de comentários aos posts sobre os "operários do natal" (e pedidos dessas mesmas músicas) vão-me lembrando que a quadra se aproxima.
Parece que estamos quase no natal.
Em casa, este ano, ainda não há árvore.
Em casa, este ano, as prendas são para quem não está.
Deixo-me ficar a olhar para o meu umbigo.
Este natal o menino nasce em março.
segunda-feira, dezembro 15, 2008
G.
O meu sobrinho não me conhece. É normal. Eu também não me lembraria de quem só vejo uma vez por ano quando não é ano sim, ano não. (É bem-feito!)
- Não te lembras de mim, pois não?
- Não.
Apresento-me com o diminutivo com que toda a família dele me trata (para não dizer toda a margem esquerda...).
Apresento-me "inha" e vejo uma barrig"ona" entre mim e o G."inho" à minha frente.
- Agora estou um bocado grande. - desculpo-me, como se alguma vez tivesse sido pequena.
- Estás grávida?
- Estou.
E fico aliviada por me voltar a sentir pequena (ao pé de quem, com 6 anos, fala como gente grande.)
sexta-feira, dezembro 12, 2008
Natal.idade(s)

50% de sagitárias em casa de outra que não está na foto
Será por inspiração divina, porque no Inverno antes estava frio, por minha escolha dos amigos ou por mera coincidência que não há mês como Dezembro para festejar aniversários?
Na verdade começamos por festejar alguns Escorpiões, mas desde Novembro que não há fim de semana sem festa(s) até à grande celebração do "menino", esse já Capricórnio.
Custa-me a crer que alguém se lembre do milagre com tanto tempo de antecedência. O frio já me parece hipótese mais plausível.
É bem possível que seja escolha minha de amigos Sagitários ou que os Sagitários me escolham a mim... Assim, de repente, conheço mais de uma dezena.
Tendo em conta que a transição é comemorada no trabalho com dois representantes - que todos os anos provam que ainda são Escorpião (pelo que não os incluo na contagem) - e a grande maioria dos Sagitários que conheço são arquitectos, mais plausível seria a relação deste signo com a Arquitectura em primeira instância e comigo apenas por consequência. Só arquitectos serão 6, mais um desenhador e um fiscal de obras (mas este último conheci-o por ser meu avô)!
A teoria não estava mal se não continuassem a nascer Sagitários à minha volta por motivos inexplicáveis.
Um há 6 anos (o sobrinho), outra há 5...
E este ano chegaram mais duas!
(Sejam benvidas!!)
quarta-feira, novembro 19, 2008
Mir anda Momiji

Hurray!
Hoje é dia de festa...
...amanhã logo volto a Matryoshka.
(ou matrioshka, matriochka ou matrioska - em russo матрёшка ou матрешка)
A título de curiosidade e a quem interessar a informação:
consta-se (ou diz a Wikipédia, que é quase a mesma coisa) que as Matryoshkas tiveram por referência umas tais de bonecas japonesas...
A título de registo:
quem me ofereceu a momiji borrifou-se em grande estilo para as mariquices da dita onde não cabe uma carta em condições. fez muito bem! distinga-se a estética do marketing.
terça-feira, novembro 11, 2008
às castanhas indianas
terça-feira, novembro 04, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008
Qual alívio?!
quarta-feira, outubro 29, 2008
Modernices

murphypop
Sábado à tarde reparo que fiquei sem bateria no telele quando - por uma vez - até tinha visto que estava a meio duas horas antes. "Paciência", pensei, "já toda a gente sabe que ando sempre sem bateria, podem ligar ao moço se for preciso". Não contei foi que a minha mãe - vá-se lá saber porquê - não lhe conseguisse ligar.
À noite telefona-me avisando que tinha passado a tarde a receber MMSs com imagem negra.
Há uns tempos já lhe tinha enviado bastantes SMS vazias, numa tarde em que pensámos ter havido um qualquer problema com o bloqueio do teclado e eu tinha a coisa tão bem programada que bastava carregar continuamente na tecla principal para lhe mandar SMSs sem texto. Mas as SMSs eram de graça, mudei a progarmação e esqueci.
Com MMSs não se brinca, muito menos com mais de 70 em 25 minutos!!
Claro que fiquei sem bateria... e sem saldo.
Como é que sairam 70 MMSs em 25 minutos?
Como é que (no fim do mês) tinha saldo que permitisse tal disparate?
Domingo. Cartão recarregado o saldo desaparece sem sequer avisar.
Resposta da TMN: vírus. "Dirija-se a uma loja, se se confirmar devolvemos o dinheiro. [...] Até já!".
Qual "até já"?! Adeusinho, que quanto menos falar com vocês melhor, é sinal que está tudo em ordem.
Segunda-feira. Dirijo-me a uma loja depois de confirmar na net se tinha assistência técnica: "Tem de ir a uma loja com assistência técnica, na BelaVista ou no Fórum Almada, aqui não temos [...] Ah! diz na internet? Obrigada por nos avisar, temos de corrigir."
Dirijo-me à loja da BelaVista, loja fechada às 20h30. Horário na porta: "segunda a sábado até às 22h". É terça-feira. Somos vários a olhar para a porta e para o relógio. Lá de dentro um segurança faz-nos sinal que está fechado: "Sim, fecha às dez mas houve um problema no centro e hoje fechou mais cedo."
Já tinha ouvido falar de vírus nos telemóveis, mas não imaginava que tivessesem tanto alcance.
Até já...
terça-feira, outubro 21, 2008
Há dias absurdos

Pantone Matrioshka - Yar Rassadin
O dia em nos ensinam a vestir de roupa de grávida com uma almofada na barriga depois de o céu deixar cair cubos de gelo, por exemplo.
sexta-feira, outubro 03, 2008
Outono à 6ª feira
Não acredito que tenha sido por acaso.
Fui à bola

Se há uma coisa em que não sou vermelha é no futebol.
(Abro apenas excepção quando se junta ao verde.)
Tanto a nível nacional como regional sempre fui verde, por mais verde que tal me deixe. Ainda que, na verdade, só fico mais verde quando o verde se junta ao vermelho.
Na verdade o futebol não é coisa que me deixe muito verde, nem vermelha.
Mas não deixo por isso de ser verde!
Desde sempre que fui verde no futebol.
Acho que aprendi a ser verde no futebol mais ou menos ao mesmo tempo que aprendi a ser vermelha no resto; pelo menos a fonte foi a mesma e levou a sua avante apesar dos esforços do meu avô.
Entretanto casei-me com um vermelho no futebol, ainda que não me convencesse que fosse por esse motivo bom chefe de família. Ainda tentei convencê-lo que não gostava de chefes de família, mas ele era vermelho há mais tempo que eu sou verde e nestas coisas não vale a pena insistir. Preocupava-me mais se fosse laranja ou azul noutras...
Agora dou por mim a ver jogos vermelhos. Só. Qual vermelha passiva.
(Não porque ele seja chefe de família, sublinhe-se, apenas porque fica mais vermelho com futebol do que eu fico verde.)
Como nunca tinha ido a um estádio, em conversa com uns amigos daqueles que ficam mesmo verdes, pareceu-me bem irmos ver um jogo entre verdes e vermelhos.
Não sei como se passou que em vez de irmos com os amigos verdes ao estádio verde dei comigo com o marido e o sogro vermelhos no inferno!
Faz medo, tanta papoila saltitante.
De vestidinho azul (que no futebol nem sou vermelha nem faço questão de expor os meus pontos de vista), ainda consegui apanhar um pouco de verde antes de perder a cor...
__
O importante é que recuperou, de verde e vermelho, quando eu não estava ver.
Só vi a vitória vermelha, mas até aprecio, quando estão de vermelho e verde.
terça-feira, setembro 23, 2008
Está difícil...

michelle shapiro
Ontem picaram-me o dedo.
Hoje não consigo acordar.
Não te preocupes, meu príncipe. Deixa-te estar sossegadito.
sexta-feira, setembro 19, 2008
Fruta da época (conclusão)
Segundo o médico da família:
- Uma constipação sem tratamento demora 1 semana a passar. Com tratamento? Demora 1 semana a passar.
Confirma-se.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Fruta da época

agape
1 rolo já foi.
Apesar de saber que o patrão não gosta de ver rolos de papel higiénico em cima da mesa - nem que fossem pretos - ainda não consegui comprar lenços que substituissem quantitativamente. Ora! Também eu não gosto de trabalhar com os olhos meios fechados e não é por isso que deixo de o fazer.
Por outro lado - o meu, mesmo - já se justificava um papelzinho mais macio...
Quantos faltarão até ficar sem nariz?
quarta-feira, setembro 03, 2008
das micro-férias

Por mais anos que passem não consigo habituar-me aos míseros 22 dias úteis de férias.
Alguns dias têm de se tirar além de Agosto ou o suplício é demasiado longo.
No meu caso opto por esquecer que o Carnaval existe e ponho a Páscoa a um canto para evitar trabalhar entre o Natal e a Passgem de Ano, erro que cometi quando saí da faculdade e jurei para nunca mais.
Quando dou por ela tenho duas semanas de férias em Agosto: as "férias grandes"! "Grandes"?! Onde?
Entre passear e descansar do trabalho e do passeio mal sobra tempo para arrumar o que se desaruma.
E quando é que se faz o que não se tem tempo para fazer durante o ano - todas aquelas coisas que entre Setembro e Julho achamos que vamos fazer nas férias?
Este ano reservámos 5 dias úteis para tais afazeres.
Falhou um pormenor: os senhores que andam a fazer as obras do condomínio fizeram o favor de aproveitar esses mesmos dias para nos partirem a casa de banho obrigando-nos a acordar mais cedo do que quando trabalhamos para desfrutar o aroma a esgoto do prédio enquanto enchiam de pó a tal casa que pensámos arrumar.
Claro que tal também significou que mesmo em casa continuámos a fazer as refeições fora - se queríamos conseguir comer - pondo de parte a hipótese de poupar alguma coisa para equilibrar os gastos da semana anterior.
Claro que uma pessoa sabe que em férias vai gastar mais dinheiro e se deve precaver.
O que não sabe é que vai afogar o telefone na praia a tentar salvar um chinelo e que após uma semana com as esperança depoisitadas na capacidade de evaporação da água se confirma que quanto mais novo é o telefone menos resistente se revela.
E o que menos se imagina é que na semana seguinte o telefone do marido resolva morrer por iniciaiva própria deixando-nos incontactáveis quando o regresso à labuta se aproxima.
De escova dos dentes na marquise e conta bancária nas lonas entrámos ao tropeções em mais um ano de trabalho.
Este livro tem-me feito companhia nos últimos dias: faz-me acreditar que não é nada pessoal...
terça-feira, agosto 05, 2008
2much

Muito romântica esta idea dos perfumes for him, for her.
É tão bonito partilhar frangrâncias, levar o amor às essencias, estender a paixão até à prateleira da casa de banho.
E uma manhã - um olho meio aberto, o outro ainda fechado, "despacha-te que já estamos atrasados" - pegar num frasco e espalhar sobre nós o perfume for the other!
Hoje não me vou esquecer de ti...




