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segunda-feira, outubro 15, 2007

coffee adict




Um café para sair de casa.
Um café para começar a pensar em trabalhar...

Quantos cafés para chegar ao fim do dia?

Quantos cafés para chegar ao fim da semana?

Quantos cafés para chegar à reforma?

domingo, outubro 14, 2007

salvar o Domingo




Quanto mais Sábado é o Sábado, mais Domingo é o Domingo.

E que fazer quando não apetece fazer nada?
Onde ir quando não apetece sair de casa?

Livraria Eterno Retorno + Ler Devagar


Para passar a tarde de Domingo na companhia de amigos, conversando, bebendo um chá...
Para passar outras tardes na companhia de livros...
Para passar o tempo na companhia de fotografias, de músicas ou apenas das árvores lá fora e dos tectos altos cá dentro.
Para esquecer que o tempo passa.

sábado, janeiro 27, 2007

O Carrocel

Era um carrocel daqueles antigos, de metal pintado. À volta aviões e outros brinquedos.
Lá dentro um café, "Tea House", numa montra.
Lá dentro boinas e chapéus, "vintage", noutra montra.

Caminhava rumo à resolução de um problema relacionado com esgotos, sobre o qual não entrarei em pormenores por respeito aos prezados leitores. O pensamento ocupado por todas as actividades desinteressantes que ocupariam um Sábado que parecia fazer todo os outros transeuntes da Baixa felizes.

Pelo canto do olho, ainda lembrado da almofada momentos antes, passa numa montra o carrocel.

Evidente: só uma viagem no tempo pode parar o carrocel...



...ou um café n'"A Outra Face da Lua".

sexta-feira, outubro 27, 2006

Café a ver de perto




Pensei seguir o conselho da Menir e ir espreitar os Linda Martini ao Santiago Alquimista. Não que seja grande fã dos Linda Martini, mais pela Menir e pelo Santiago Alquimista.
Para grande espanto deparo com uma multidão comprimida contra a porta e as entradas quase totalmente bloqueadas. Lá de dentro recebo a informação que estava apinhado...
O que gosto no Santiago Alquimista é da intimidade que (outras vezes) permite. O que gosto na colina oriental é precisamente a ausência de confusão; as ruas desertas em torno do Castelo por oposição à agitação do Bairro Alto.
"Não sei por onde vou, mas sei que não vou por aí".

Continuámos o passeio pelas ruas amarelas.
Sentámo-nos para um café tranquilo, daqueles cafés de depois de jantar e não o café de princípio de noite. Afinal, é Sexta-feira e não Sábado.
No Café Verdeperto, para acompanhar o café qual sobremesa, aconselham-me um queque de chocolate que de queque só tem o nome, pois que se trata apenas de chocolate. Delicioso. Como deliciosos são os crepes (experimentados noutra noite), o atendimento, a familiaridade, o sossego.
"Hei-de passar mais vezes por aqui..." penso à saída.

terça-feira, setembro 26, 2006

Lisboa a pé


foto:joão figueiredo

Gostei de ver, esta manhã, a cidade cheia de gente.
Gostei de ver tanta gente a andar a pé.
Eu também andei, pela João XXI até à Avenida da República, ultrapassando todos os condutores mal-dispostos, os sapatos mais rápidos que os pneus. Mais barato, mais saudável e mais ecológico também.
Depois de irmos buscar o carro de substituição - que o meu ficou na oficina a tratar-se de um acidente com quase um ano e não há fundamentalismo que justifique ir a pé para o Pinhal Novo - aproveitei para dormir na Av. de Ceuta o tempo que me faltara na cama.
A reunião matinal atrasou-se e deu-me tempo para beber café calmamente...

Ah, gosto quando tudo é mais devagar de manhã!

domingo, abril 09, 2006

Porque não tenho escrito




Não me preocupa que o blog se centre no casamento, preocupa-me que a minha vida não me dê mais nada sobre o que escrever...

Reconheço que nos últimos tempos, e em particular na semana que passou, a minha vida se resumiu a ser arquitecta e noiva.
Como não quero que isto se transforme num blog de arquitectura - trabalho é trabalho e conhaque é conhaque (e o que tenho feito também não se refere muito à vertente artística que sempre é a que mais aproxima a arquitectura do conhaque)- não me sobra grande coisa, nem grande tempo, para escrever...
Triste, não?

Nem tanto!
Não estou sózinha nesta empreitada e, com o noivo, temos conseguido rir o suficiente para sobreviver a toda esta loucura.

Pensando melhor sempre se aranjam uns bocadinhos para ir conhecer a casa dos amigos que se mudaram ainda antes de nós, jantar um fantástico fodue e aprender uma perigosa receita de tarte de maçã.
Também ficámos a conhecer os novos vizinhos de cima graças ao seu apreço pelo silêncio...(esta história ainda não está bem resolvida).
E ainda ver a nova decoração do "blue net café" e pôr aconversa em dia.
Tudo isto entre prendas de noivado, croquis, alianças e afins...

Com jeito ainda vim tomar o segundo pequeno almoço à "Brasileira" antes de descer para Santos para mais um domingo de trabalho...
E ontem foi um dia muito bom!

segunda-feira, março 06, 2006

Segunda-feira

...esse dia que chega sem dar tempo para nos prepararmos psicológicamente..
Segunda-feira, esse dia em que bebo um café antes de sair de casa e outro quando chego ao trabalho e continuo a sonhar com o fim-de-semana.

quarta-feira, março 01, 2006

Coscuvilhice



"Os blogs são óptimos para a cusquice", diz-me Árias perante os relatos que lhe vou fazendo.
Claro está que os relatos se referem às vidas que me dizem respeito, dizem respeito ao que ficaria a saber se não adiasse telefonar, se tivesse tempo para ir almoçar aos quatro cantos da cidade (no mínimo) por onde se espalham aqueles de quem gosto, se tivesse disponibilidade (às vezes nem é tanto uma questão de tempo) pra ir beber café com os amigos.

O ser humano - de cuja inteligência às vezes duvido - tem estas incoerências: em vez de reduzir o horário de trabalho inventa o messenger, em vez de melhorar os transportes ou permitir-se horários flexíveis que possibilitem o encontro entre as pessoas cria o blog.
Se não chamei ao blog "Alentejano" ou "Estádio" foi (entre outros motivos) porque qualquer um dos sítios tem um nome que só uma minoria atribuiria o mesmo significado que eu; não me pareceu bem que pensassem que a árvore é um sobreiro ou desiludir quem julgasse que ia encontrar comentários futebolísticos!
O blog é a mesa à qual me sento para discorrer sobre o que me vai na alma ou, pura e simplesmente, o que passa pela cabeça. É a mesa de onde se escutam também as conversas alheias e onde se sabe que as nossas também são ouvidas.

"Sim, pode-se cuscar o que nos interessa e deixar cuscar o que queremos. Facilita a cusquice a quem é cusco...", respondi
E então? Nada que não fizéssemos antes!

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Café(s)


ou "Bons Hábitos"

Adaptando velhos hábitos às contingências que a vida me foi impondo consegui, finalmete, criar uma nova rotina.
No primeiro ano em que vivi em Lisboa ainda consegui manter alguma vida de café. Claro que não era o saudoso Alentejano, mais que Café, essa instituição onde lia, escrevia ou desenhava enquanto esperava alguém que certamente aparecia, às vezes para desenhar com café. Não tive a sorte da Si que trocou o Alentejano pelo Café Paraíso como se não tivesse mudado de cidade.
No primeiro ano em que vivi em Lisboa ía à Brasileira de madrugada ou ao fim do dia e lia, escrevia ou desenhava.
Com o tempo deixei de conseguir fazer madrugadas, deixei de ter os meus bucólicos fins de tarde. Mas no Sábado ainda ía à Brasileira com a Sushi,com quem partilhava a casa, que partilhava os mesmos hábitos como partilhara o mesmo Café. Se as finanças estavam mais apertadas, íamos até à Camponesa beber café e ler o jornal. Às vezes, em desespero, lá me arracava à cama mais cedo e ía tomar o pequeno almoço aos Pastéis de Belém, antes de subir para a faculdade. O meu doce luxo.
Árias não partilha na mesma medida esta necessidade de ir ao Café. Não deve beber café desde o Tarro, onde abusava. Sorrateiramente, fujo de casa no Sábado de manhã e deixo-o a dormir. Despeço-me com um "vou beber café" sussurrado para não o acordar e volto três horas mais tarde para o encontrar esfomeado a resmungar que não percebe como se domora tanto tempo a beber café. E esse tempo não me chega...
O Café é o meu local de meditação, o café elixir da clarividência. Bebo café quando preciso de acordar e quando preciso de me acalmar. No Café leio, escrevo, desenho...
Agora venho ao Café almoçar e escrevo.
Aqui fujo do mundo sem o perder de vista como o gato que se esconde para não ser visto num sítio de onda possar ver.
Assim, ao fim de dez anos a viver em Lisboa, arranjei o espaço para poder, quase diariamente, escrever, ou ler, ou desenhar.
Encontrei, na cidade e no tempo, o espaço onde saborear a vida.