
Gosto de ver esta senhora como primeira-dama.
Gosto mesmo.
É bonita, charmosa, veste-se lindamente e até podia ser francesa.
Só tem o defeito do marido, que estraga qualquer fotografia, vídeo, um simples registo audio, ou mesmo por escrito.
"a cantora declarou que considera «natural» que a ataquem «pela música ou letras», mas não por estar enamorada do marido. «Isso acho muito estranho», desabafou.".
Escrevesse eu fluentemente em francês e explicar-lhe-ia...
(E nem precisaria de falar no facto de o homem ser feio, tema que nos faria recuar ao Mick Jagger e toda uma série de divagações que não vêm agora ao caso.)
Escrevesse eu fluentemente em francês e até podia aproveitar para perguntar o que é ser "epidermicamente de esquerda"? Isso acho muito estranho.
Assumindo que o amor é cego - e, neste caso, também deve ser surdo -, abstive-me de comentários aquando do casório..
No entanto, tenho pena de já não a conseguir ouvir com os mesmos ouvidos. Nem com outros.
Escreve Vítor Balenciano no Ípsilon que "Quem acha que a música de Bruni não tem espessura, não mudará de opinião. Quem gostou dos anteriores albuns, não se irá desiludir"*.
Eu gostei dos antigos albuns. Gostava da sua falta de espessura.
Mas como ser cego o suficiente para não deixar trespassar a imagem do monstro junto da bela a cada música? Como ser suficientemente surdo para não deixar de se por em causa a origem das palavras?
A senhora continua "Comme Si De Rien N'Etait", lambendo os lábios, qual femme fatal.
Como "gostar de Carla Bruni sem gostar do marido"?
Se só tivesse lambido um cinzeiro...
Nota: a publicação deste post no aniversário da Tomada da Bastilha é mera coincidência
segunda-feira, julho 14, 2008
Como se nada tivesse acontecido
domingo, outubro 21, 2007
Olhá castanha fresquinha(?!)
Desde quando se vai à praia - tomar banho, entenda-se - a 21 de Outubro?
sábado, abril 21, 2007
Há coisas que me intrigam IV...
Por um lado, mais imediato, primário e ou prático, como é possível perder horas de uma maravihosa tarde de sábado por em dia a leitura de mails?!
Agora só resta correr atrás dos últimos raios de sol (rumo ao trabalho do esposo, que não ficará muito feliz se me atrasar a ir buscá-lo...)
Mas principalmente, por outro lado, quantas horas se perdem a "encontrar" imagens, videos e outros absurdos para enviar e receber e reenviar a uma série de gente que não pediu nada? E será que encontram por acaso ou andam mesmo à procura? De quê? Quem é que escreve listas de frases feitas? Quem começa as "cadeias"? Para quê?
E assim que se enche a caixa do correio e se perde uma tarde a rir, quando, por uma vez, não se apagou tudo indiscriminadamente perdendo minutos de boa disposição para não perder horas ... nem sei bem a fazer o quê.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Expliquem-me como se eu fosse muito burra...
O Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou esta noite o envio de mais 21.500 soldados para o Iraque. [...]
"Mesmo que a nossa nova estratégia funcione exactamente como está previsto, os actos de violência vão continuar e, por isso, vão morrer mais iraquianos e americanos", sublinhou.
in Público
"The situation in Iraq is unacceptable to the American people -- and it is unacceptable to me. Our troops in Iraq have fought bravely. They have done everything we have asked them to do. Where mistakes have been made, the responsibility rests with me."
in The White House, "President's Address to the Nation"
Por outro lado:
[...] Early today the British government said that the speech showed the determination of the US and Iraqi governments to "get to grips" with the "difficult" security situation. [...]
Tony Blair remains hopeful that British forces will be withdrawn this year at the time that he leaves office. He told MPs yesterday that the situation in the south was “very different”, suggesting that Britain’s exit strategy would not be affected.[...]
in Times
[...]Thousands of British troops will return home from Iraq by the end of May, The Daily Telegraph can reveal today.
Tony Blair will announce within the next fortnight that almost 3,000 troops are to be cut from the current total of 7,200, allowing the military to recover from four years of battle that have left it severely overstretched.[...]
in Telegraph
Entretanto:
Mais de uma centena de rebeldes taliban que entraram no Afeganistão a partir do Paquistão foram mortos numa operação militar conjunta das forças afegãs e da NATO.
in Público
EUA invadem consulado iraniano e prendem cinco pessoas
As forças norte-americanas invadiram, esta quinta-feira, um consulado iraniano no Iraque, prenderam cinco empregados e confiscaram alguns documentos. Esta é a segunda iniciativa dos EUA contra interesses iranianos num último mês.
in Tsf
terça-feira, outubro 31, 2006
Há coisa que me intrigam... III
Inevitável ver o Prós e Contras ácerca do referendo sobre a despenalização do aborto. Nem que seja para saber se alguma coisa mudou nestes últimos anos. Nem que seja confirmar que continuam a permanecer teorias bacocas e hipócritas disfarçadas de idealismo espalhadas por mentes conservadoras que se confrontam com os argumentos de quem apenas defende a liberdade de opção. Nem que seja para confirmar que continua tudo na mesma estratégica confusão.
Apenas uma diferença: Zita Seabra. Mas também as mudanças de opinião, contradições e inconguências dessa senhora não surpreendem ninguém.
O que me surpreendeu foi a ignorância...não sei se dela, se minha...
Repetidas vezes, no sentido de justificar a sua mudança de opinião supostamente assente na mudança do país, Zita Seabra frisou existirem hoje mais e melhores métodos contraceptivos do que há uns anos (quando a senhora achava que a despenalização do aborto fazia sentido).
"Hoje há a pílula do dia seguinte, a pílula do dia anterior, os métodos naturais...", disse.
Independentemente de ser discutível se o uso de contraceptivos não é também um impedimento ao nascimento de novas vidas (passemos à frente que destrinçar este tipo de argumentação/baralhação daria um tratado e não um post), ficou-me a dúvida, na primeira vez que ouvi, se a alusão a "métodos naturais" viria no seguimento de uma qualquer figura de estilo que explique a "pílula do dia anterior".
"Hoje há a pílula do dia seguinte, a pílula do dia anterior, os métodos naturais...", repetiu, pelo menos, mais duas vezes.
Alguém me explica que "métodos naturais" são esses tão infalíveis que justifiquem a criminalização do aborto?
E, já agora, não posso deixar de reflectir: se eu me considero uma pessoa informada ou, na pior da hipóteses, com mais acesso a informação que muitos; se Zita Seabra tem a obrigação de ser uma pessoa esclarecida; e se dúvidas tão básicas presistem...estará este país tão evoluído que não se justifique a despenalização do aborto?
quarta-feira, outubro 11, 2006
Há coisas que me intrigam...II
Uma das coisas que me diverte nisto do blog é saber a que propósito me encontram quando se faz uma pesquisa geral, pelo que quando aparecem pesquisas do google nos referrers vou sempre espreitar.
Isto não teria nada de mais se continuasse a encontrar pesquisas tipo "vestido de noiva" ou "friday i'm in love"...
Hoje, quando repeti o gesto curioso-narcisista de espreitar como deram com este blog encontro a seguinte pesquisa:
"tenho cacau nas pernas como tratar "
Naturalmente não terá sido aqui que encontrou resposta, se é que a encontrou...na verdade nem sei qual é a pergunta a formular.
Como é que se tem cacau nas pernas que se trate e não se lave?
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Há coisas que me intrigam...
O termo "doença prolongada" sempre me intrigou, melhor dizendo, sempre me deixou intrigada.
Em pequena, quando ouvia dizer no telejornal que fulano "faleceu vítima de doença prolongada" ficava intrigada com que doença seria essa.
Com o tempo, fui-me apercebendo que a tal doença prolongada estava invariavelmente associada a uma "vítima" que (pelo menos quando tinha direito a ser notícia - o que também me intriga...) acabava por "falecer". Então passei a ficar intrigada com qual das doenças seria.
Que doença(s) essa(s) que não se quer dizer o(s) nome(s)?!...
Serão essas vítimas iguais, com vidas iguais, com sintomas iguais de iguais doenças que se refira à(s) doença(s)prolongada(s) como se de uma peste se tratasse?!...
Pensando nas inúmeras doenças susceptíveis de incluir no conceito de doença prolongada comecei a ficar intrigada sobre o sentido do termo em si:
doença
do Lat. dolentia
s. f.,
- alteração na saúde; falta de saúde; mal, moléstia, enfermidade;
fig.,
- mania; paixão; vício; defeito.
prolongada
sing. part. pass. de prolongar
fem. sing. de prolongado
do Lat. prolongare
v. tr.,
- tornar mais longo; estender; dilatar; aumentar a extensão, a duração de; espaçar; retardar;
v. refl.,
- estender-se; esticar-se; durar.
Fiquei, uma vez mais, intrigada.
Estou em crer que, como em todas as situações na(s) vida(s), as vítimas (pois se quisermos usar termo "vítima", este não se cinge a quem possa vir a "falecer") não há interesse em viver uma doença prolongada. Daí, deduzo, não será a doença a ser prolongada, mas sim a vida.
Com a doença, apesar da doença, para além da doença, prolongada é a vida.