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terça-feira, dezembro 15, 2009

Quando

um cortinado demora tanto tempo a vir ao mundo como uma criança...

sexta-feira, agosto 28, 2009

Fungos



Em cima da mesa há meses.
Já não falta tudo; já está feita uma parte - que é para desfazer e fazer de novo, de outra forma.
Se olhar com atenção talvez já nem sejam só algas...

Ofereceram-me no meu aniversário e eu adorei, já andava a namorar há algum tempo na esperança de arranjar uma boa desculpa para gastar o dinheiro ou de me sair o euromilhões.
"Faço durante a licença!", disse entusiasmada, na minha ingenuidade.
Ora isso foi em Novembro, o Pequenito nasceu em Março e estamos no fim de Agosto e volto a trabalhar no início de Setembro.

Volto já.

sexta-feira, julho 04, 2008

Arrumações





Não gosto de embalagens.
Gosto de frascos, cestas, taças, caixas e caixinhas, mas não de embalagens.
É uma constatação. Um facto.

Gosto de chegar a casa com os sacos do supermercado e tirar os pacotes das embalagens e os alimentos dos pacotes e guardar tudo nos frascos e cestas e taças e caixas e caixinhas respectivos.
Gosto de separar logo as embalagens de cartão e os pacotes de plástico e por tudo o que não interessa que ocupe espaço para reciclar.
Gosto de ver os alimentos nos frascos, nas cestas, nas taças.
Gosto de abrir as caixas e caixinhas como se o que está lá dentro fosse surpresa.

Quando não dá jeito tirar as coisas das embalagens, tiro as etiquetas como se quisesse transformar as embalagens em frascos.
Já me fizeram constatar este facto...


Quando cheguei a casa com os sacos do supermercado comecei a tirar os flocos para o frasco e, gulosa, abri a caixinha onde guardo as bolachas.
"Ter as bolachas na caixa tem a vantagem de não se ver como diminuem no pacote." pensei... e fez-se luz:
Os pacotes sempre me trairam, por isso não gosto deles!

De bolachinha em bolachinha, sempre fui esvaziando pacotes...desde pequena.
De bolachinha em bolachinha, de chocolatinho em chocolatinho, discretamente.
E tudo correria bem se não fossem os pacotes, gigantes inalteráveis denunciadores.
- Quem é que comeu tudo e deixou aqui o pacote?! - perguntava a minha mãe as primeiras vezes.
- Porque é que comeste tudo e deixaste o pacote? - perguntava a minha mãe quando já conhecia a autoria dessas frequentes instalações na dispensa.
Tirar o pacote era assumir que ia comer tudo.
Deitar fora o pacote era assumir que tinha comido tudo.

Com o tempo comecei a resolver o assunto à partida.
Com o tempo tornei-me mais pragmática:
Retiro a embalagem, centro-me no conteúdo.



Nota:
Muito desinteressante deve andar a vidinha para uma pessoa escrever sobre embalagens...

sexta-feira, março 28, 2008

De_coração (4)



Quem quiser fazer um gato feliz basta colocar um sofá junto a um candeeiro.

O Miro até já tinha o puff mas quando, por motivos de força maior, tivémos de trocar a cadeira de baloiço com o sofá ele agradeceu.
A cadeira de baloiço era pouco estável para o seu gosto e qualquer um prefere um sofá a um puff - o bicho não é parvo.

Quem quiser fazer o dono de um gato feliz basta evitar ter sofás com almofadinhas de tecido bege...

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

De_coração (3)



Como diria o Calvin: "you can't just turn on creativity like a faucet", e se há ideias que surgem de uma vontade estética, a grande maioria surge de necessidades absolutamente práticas.
Destas, algumas correm particularmente bem e, às vezes - como neste caso - muito por acaso!

Precisava desesperadamente de um cabide para pendurar robes e casacos de andar por casa, no quarto, e o espaço por cima do radiador era o único possível. Simples.
O que veio por acréscimo é que tornou esta ideia brilhante levando-me a deixá-la aqui:

Há coisa melhor que chegar a casa ao fim de um dia de inverno e vestir um robe quentinho?!


-

Quando estava a tirar a foto, o Miro achou por bem pôr-se em pose dando a sua contribuição para a teoria dos acasos felizes.

sábado, outubro 27, 2007

No início era o Lego

...à medida que crescemos deixámos de ter desculpa para continuar a encaixar pecinhas para voltar a desmontar tudo e refazer de novo.
Depois tínhamos os puzzles com mais e mais peças até nem sabermos onde os montar sem pôr em causa os jantares na mesa da sala, voltar a desmontar tudo, pôr na caixa e amontoá-la junto das outras.
Depois tentávamos estar o mínimo de tempo em casa dos pais.
Depois passámos a ter casa nossa.
É aí que entra o Ikea.

Que jogos maravilhosos inventam os nórdicos!
Recebemos as pistas deste novo jogo do "tesouro" na caixa do correio e, como somos crescidos, não é qualquer sítio que serve de esconderijo ao precioso objecto a descobrir: dirigimo-nos a um labirinto especialmente construido para o efeito, de preferência ao Sábado, quando há mais jogadores.
Uma vez encontrado o "tesouro" começa a tarefa de montar as peças todas - tipo lego - sem deixar nenhuma de fora - como um puzzle.
Como somos pessoas crescidas, sem tempo para brincadeiras, convém terminar essa tarefa em menos tempo do que demorávamos a solucionar o Cubo Mágico (sem tirar os autocolantes).

E o melhor, enquanto pessoas crescidas que somos, é que não precisamos admitir que estamos a brincar!
Oficialmente trata-se de poupar dinheiro em objectos absolutamente essenciais fazendo o que outros cobrariam para fazer; pelo menos é o que nos vendem.

"O que importa não é o tempo que andamos desencontrados, é como aproveitamos sempre que nos encontramos", dizem eles, "a apertar e desapertar parafusos", acrescento eu.

Só gente que não pode sair de casa na maior parte do ano se poderia lembrar de um jogo tão rebuscado!

sábado, novembro 25, 2006

o querido mudou-nos a casa


claro que também fiz aguma coisinha...

sexta-feira, outubro 20, 2006

Design ou De_coração (2)




Pensava que quando se falava em design, quando se pensava em design (tal como em arquitectura) isso significava não apenas forma mas também funcionalidade.

Depois de três horas empoleirados de braços no ar sucessivamente mais enrolados em cabos de aço tentando não deixar cair as peças de vidro, tenho dúvidas...

quinta-feira, outubro 19, 2006

De_coração (1)


Vista Alegre - Sketch

Hoje é dia de ir à Intercasa encontrar casa para o serviço.
Prendinha dos avós, há que encontrar um móvel arrumar as prendas do casório.
Os bibelots já foram devidamente espalhados pela casa. Por desencaixotar estão 50 000 pratos, 80 000 copos, 300 000 talheres, mais taças, travessas, terrinas e sabe se lá que mais o bicho-homem inventou só para poder comer...mas com estilo!
Na verdade já foram todos eles desencaixotados, contados, verificados e...voltaram a encaixotar-se.

É um jogo engraçado, uma versão do "descubra as diferenças" mas tipo "descubra para que serve este prato". Ora: é grande para bolo e pequeno para comer...Ah! É um prato de sobremesa! E por aí fora...
Quando se acaba os pratos recomeça-se com os talheres e assim sucessivamente até aos copos de bar onde o melhor é mesmo recorrer às legendas nas caixas. "Este copo é de Martini ou de Cocktail?"
No fim estamos capazes de ensinar boas maneira à Paula Bobone, o que não sei se terá grande utilidade.

Mas "as chávenas são tão giras", "olha lá estas facas", "não te esqueças de pôr as bases de copos"...
Flores nas jarras e teremos sempre os amigos à mesa connosco.

sábado, outubro 07, 2006

De_coração


flor de algodão

Depois de muita arrumação achei que merecia um bocadinho de decoração...

Juntem as famílias que, por norma, parecem não ter mais nada de interessante para fazer, mais as que aproveitaram o fim de semana grande, mais o facto de ser princípio de mês, mais os jovens que entraram para as faculdades...e podem imaginar como estava a IKEA!

sábado, julho 01, 2006

O tapete vermelho




As jarras acompanham o ritmo das ideias, as velas arrumam-se com os pensamentos, as gavetas encerram os pesadelos, más memórias são encaixotadas e sonhos emoldurados.

Hoje passei a manhã no Ikea como quem vai a uma sessão de psicoterapia.

Cheguei a casa e estendi-me o tapete vermelho.