quinta-feira, outubro 05, 2006

República


faits-divers.blogspot.com

Quando penso no nosso Presidente da República fico com dúvidas se não seria melhor a monarquia. É que ainda que tivessemos à mesma um representante sem trabelho poderiamos culpar os pais que o fizeram e não o povo que o elegeu.
"Ai Portugal, Portugal..."

quarta-feira, outubro 04, 2006

Mais (ou menos) um ano



Comecei a trabalhar no dia mundial da arquitectura. Naquele ano foi dia 8 de Outubro.
Lembro-me que fui à festa à noite comemorar, apesar de só estar a começar o primeiro estágio.
Depois fiz o segundo estágio...depois...fui perdendo o conto!
É uma luta anual com o meu sub-consciente quando tento pensar há quantos anos trabalho aqui.
Cada ano que passa vou sabendo menos o que hei-de comemorar...

- O que fazes?
- Sou arquitecta. - digo, de peito inchado, como inchados de orgulho são todos os arquitectos (acho que é um vicio - ou um virus - que se apanha mal se entra na faculdade)
- Ah! Noitadas, trabalho ao fim-de-semana...
- Pois. - puff, lá se vai o orgulho!

E o mais desanimador é que podem até saber que os arquitectos trabalham imenso, mas a maioria das pessoas não sabe porquê, a fazer o quê nem para quê. E se as pessoas (motivo principal do nosso trabalho) não sabem, também não sei se nos serve de muito saber...

Leituras



Desde que li o "Como água para Chocolate" que fiquei fã desta senhora.
Curiosamente é o único livo dela que não tenho, uma vez que me foi emprestado. Desde então que não hesito cada vez que sai um novo livro dela, devoro-o como se de chocolate se tratasse.
Cada livro é uma viagem de sabores e tradições, de sentimentos e cheiros, de passeios por lendas distantes com os pés afundados na terra. Por isso se lêem de uma assentada, entra-se no comboio e só se pára quando se chega ao destino.
Este é o mais recente bilhete.

Com os meus botões...

Depois de passarmos mais um serão a tentar perceber como descarregar fotografias do telemóvel de modo contínuo e sem stress (eu quero um Nokia!)heis senão quando me apercebo que muitos de vós devem andar a ver este blog todo torcido.
Digo isto porque, como expliquei atrás - e aqui que ninguém nos ouve - a minha janela para o mundo tem-se mantido aberta graças ao meu querido McIntosh que me faz companhia diariamente e apenas hoje tive oportunidade de o ver no no novo computador em casa. (Festa! Finalmente um portátil!)
Confesso que me assustei...
O tipo de letra que escolhi da net a partir do arcaico computador de que dispunha não é reconhecido pelos padrões standard pelo que distorcia as barras e sabe-se lá que mais. É verdade que cada vez vejo pior, mas os óculos existem para alguma coisa, não é motivo para ter um blog que se pode ler a kilómetros de distância...

Entretanto, e já que o serão já estava dedicado à nobre causa da informática, resolvi fazer mais uns retoques.
Chamemos-lhe o modelo Outono-Inveno 2006/2007.
Digamos que foi para comemorar o 13000º visitante.

(Espero que traga sorte!
Estou para ver como é que isto me aparece amanhã...)

terça-feira, outubro 03, 2006

Verdades Inconvenientes




Não será o filme mais divertido em exibição, apesar dos vários momentos de humor mais ou menos incisivo.
Não será um documentário repleto de novos dados sobre o mundo em que vivemos, apesar de bastante explícito e fundamentado.
Na verdade nem se propõe ser nada disto, mas ser apenas um novo modo de alerta quando os sistemas tradicionais se demitem das suas funções.
E talvez funcione.

A verdade incoveniente é que temos de pagar bilhete para nos informarmos sobre algo que deveria entrar-nos pela casa dentro como tantos filmes americanos.
A verdade incoveniente é que é necessário comprar informação.
A verdade inconveniente é que tem que se vender bom-senso.
A verdade inconveniente é que é preciso jogar com as regras do adversário para o ultrapassar.

A verdade é que o Sr.Bush lá está, inconvenientemente.









www.climatecrisis.net

segunda-feira, outubro 02, 2006

Fragments of a rainy season


designer: akiko orito
photo: r.tezuchi, h.sasaki



Despedi-me do Verão bebendo cerveja nas esplanadas de Praga. A chuva e o vento levaram-nos ao combóio e acompanharam-nos até Budapeste onde dei as boas vindas às camisolas de malha.
Faz tempo que não se morre de calor à tarde ou de frio à noite na Festa do Avante. Setembro é um mês indeciso, perdido entre o fim e o princípio.
Em Outubro sempre fomos à festa de anos com roupa de Inverno, mesmo que deixássemos os casacos em casa para ir brincar no quintal.
Outubro é Outono, sempre foi.
Gosto de chuva sem frio.
Gosto do frio anunciado.
Sei que me vai saber bem em Novembro, o Verão de São Martinho, o frio sem chuva.

Este fim de semana arrumei o Verão ao som de John Cale.
Só lamento os dias mais curtos..."rage against the dying of the light".


John Cale - Dying on the vine

sexta-feira, setembro 29, 2006

Correr por desporto



Depois de muita insistência resolvi dar uma hipótese a esse desporto que sempre vi como masoquista: correr.
Como se não chegasse o que uma pessoa corre porque tem que ser e se revoltar contra isso há quem insista que correr liberta o stress...

A mim sempre me enervou correr, deprimia durante o precurso e terminava com uma neura que ningém me podia aturar. Isto no tempo em que me obrigavam a correr por desporto e apesar de sempre ter reduzido o percurso tanto quanto possível sem o professor se aperceber (muito). Acho mesmo que se não encurtasse o percurso ainda hoje o professor lá estava à espera que eu chegasse...e eu já não corro há dez anos.
O único desporto onde me senti realmente bem durante a escola foi no andebol: especializei-me como guarda-redes!
Sou um pessoa tartaruga e sempre fui feliz assim. As lebres que se esfalfem, sei que as apanharei...

Ao longo do tempo em que deixei de ser obrigada a mexer-me vi-me obrigada a admitir que se a natureza nos deu pernas - por piores que fossem - era porque queria que as usássemos. Por outras palavras, senti nas pernas a teoria de Lamarck.
Com uma amiga muito semelhante a mim fui para a hidroginástica. Ao menos aí tínhamos o que nos ajudasse a lutar contra a força da gravidade, nos tapasse até ao pescoço e refrescasse a cara quando começávamos a parecer tomates de touca!
Arranjámos companhia e tudo parecia correr bem até as as velhotas nos encherem a piscina e nós que, ainda assim, conseguiamos mexer-nos um bocadinho mais, pirámo-nos dali...
Como me custa levantar cedo, mesmo para o que gosto, o tempo em que consegui ir para o trabalho a pé acabou mal deixei de estar obesa. Depois mudei de casa, depois casei-me e depois dei por mim a engordar sentada à frente do computador outra vez.
Convenceram-me a correr com os argumentos de ser um desporto sem horário, ao ar livre, o mais económico e localizado exactamente onde me interessa. Mas continuo céptica.

Comecei por correr à procura de um equipamento com o qual não morresse de frio no Inverno nem de calor no desespero.
Continuei a correr à procura de uns ténis que não fossem muito caros nem muito feios para, por fim, me deixar convencer pelo conforto de uns ténis horrorosos e caríssimos (entretanto apercebi-me que que todos os ténis para correr são de fugir!)
Quarta-feira fui para Belém tentar correr por desporto pela primeira vez.
Que inveja das pessoas sentadas no café!...
- Não aguento mais; doem-me as pernas, os pulmões, os ouvidos...Vai tu correndo e apanhas-me na volta.
- Parece que tens 40 anos! (na verdade passaram por nós uns senhores na casa dos 50 que corriam bem mais que eu)
- Qual é o espanto? Eu avisei; quando tinha dez anos já era assim!

"Quanto tempo correste?" perguntaram-me no dia seguinte no escritório "Correste até onde?"
Quem já me viu correr
disse apenas "Hoje 100 passos, amanhã 101."
Parece que mesmo a correr devagar se vai ao longe.

Hei-de ser uma avó com pernas fabulosas!...

quinta-feira, setembro 28, 2006

"Oh dear! Oh dear! I shall be too late!"




Há dias em que só me faltam as orelhas compridas...
(e nos outros dias dou por mim a olhar para o relógio à mesma)

quarta-feira, setembro 27, 2006

Hoje acordei com mais esperança num mundo melhor

Ontem ouvi Fernando Savater no "Por outro lado" (Ana Sousa Dias, 2:) e sorri por dentro.
Ainda há quem acredite. Há quem pense.
Há quem se questione e proponha respostas interessantes, úteis.
Há quem olhe o mundo como ele é e continue a encontrar motivos para rir.
Há quem saiba para que serve estar vivo.




Fernando Savater
foto:el mundo



Do blog ESPLANAR copiei um pouco de uma entrevista feita em viagem:

JPG – Quem define o que é preciso para viver em sociedade?
FS – A paciência. A companhia dos outros é sempre difícil de suportar. O homem moderno vive um pouco o complexo da criança mimada, que pensa ser o centro do universo, a criança que quer tudo, quer tudo agora, e todas as sociedades querem tudo imediatamente, não admitem as contrariedades. O sonho infantil por excelência é essa omnipotência. Quando crescemos continuamos a sonhar um pouco com isso. Mas a sociedade é o contrário, é admitir que cada um é importante por si mesmo e que nós somos apenas mais um dentro de um mundo de pessoas que têm os seus próprios fins… ora isso é difícil de suportar. Temos que ter uma certa paciência e uma certa humildade. A sociedade é imprescindível, não há que pedir que sejamos permanentemente felizes, que seja um êxtase permanente… um orgasmo perpétuo por viver em sociedade. A dor, por exemplo… o mundo moderno toma 50 pastilhas por dia para que lhe deixe de doer. É importante aprender a conviver com a dor, porque muitas vezes quer lembrar-te as coisas importantes. Há que aprender a viver com o insuficiente. O filósofo é alguém que aprende a viver com o insuficiente, sabe que vamos conviver sempre com o insuficiente.

terça-feira, setembro 26, 2006

Deixei-me cair em tentação

Confesso.

E logo hoje, que me tinha resolvido a fazer dieta.
Hoje, que trouxe fruta e iogurtes para o trabalho.
Hoje que até já tinha bebido mais de um litro de água antes do almoço...
Que demónio se lembrou de deixar aqui isto?
Que demónio me fez lembrar hoje de abrir a gaveta?
Oh, quem me sujeita a tamanha provação?! (esta é a parte em que suspiro e me reclino para trás com a mão na testa)

Confesso, mas bem sei que a balança não me perdoará.



Já que não posso aliviar o corpo, possa ao menos aliviar a consciência:

O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. Estudos recentes sugerem a possibilidade de o consumo moderado de chocolate preto e amargo trazer benefícios para a saúde humana, nomeadamente devido à presença de ácido gálico e epicatecina, flavonóides com função cardioprotectora. Sabe-se que o cacau tem propriedades antioxidantes. O chocolate constitui ainda um estimulante devido à teobromina, embora de fraca capacidade. in Wikipedia

..terá sido afinal um presente divino?

Lisboa a pé


foto:joão figueiredo

Gostei de ver, esta manhã, a cidade cheia de gente.
Gostei de ver tanta gente a andar a pé.
Eu também andei, pela João XXI até à Avenida da República, ultrapassando todos os condutores mal-dispostos, os sapatos mais rápidos que os pneus. Mais barato, mais saudável e mais ecológico também.
Depois de irmos buscar o carro de substituição - que o meu ficou na oficina a tratar-se de um acidente com quase um ano e não há fundamentalismo que justifique ir a pé para o Pinhal Novo - aproveitei para dormir na Av. de Ceuta o tempo que me faltara na cama.
A reunião matinal atrasou-se e deu-me tempo para beber café calmamente...

Ah, gosto quando tudo é mais devagar de manhã!

segunda-feira, setembro 25, 2006

No meu canto no fim do mundo

cada vez que toca a campainha: salto, sobe-me a adrenalina, o coração começa a bater mais depressa...
cada vez que toca o telefone: salto, sobe-me a adrenalina, o coração começa a bater mais depressa...

Infelizmente não é paixão, é que não me apetece falar com ninguém!

Ou me mentalizo que não estou sozinha no mundo - apesar de todas as paredes me parecerem dizer o contrário - ou tenho um ataque cardíaco antes do fim do dia.

o início da semana

- ilustração e banda sonora




www.vraahojskole.dk

domingo, setembro 24, 2006

O meu computador morreu

vítima de doença prolongada.

O blog, não sei porquê, também não está muito bem de saúde. Depressão? Espero que não! Felizmente terá sempre um Mac a zelar por ele...

quarta-feira, setembro 20, 2006

Ideias brilhantes




Passo a (publi)citar:

"Como forma de dar ênfase ao antagonismo e a um esvaziamento crescente da pólis enquanto baluarte da diversidade e interacção de ideias e pessoas, propomo-nos instalar durante o período da Bienal uma série de tendas que criarão um novo território habitado. Território de emergência e de contaminação social, testemunho de uma cidade extremada entre a necessidade e a oportunidade, entre a descoberta e a segurança.

Uma instalação que propõem uma nova perspectiva de alojamento improvisado e temporário num dos quarteirões mais caros por m2 da Europa. Explora-se o contraste de um modo de vida consolidado mas egoísta porque isolado da rua, com um modo de vida precário mas gerador de cruzamentos de indivíduos, crenças, culturas...

As tendas irão estender a sua acção até às fachadas circundantes através de equipamentos eléctricos banais que ficarão acopulados às fachadas circundantes com uma parnafernália de cabos que parecem querer dizer que estes novos objectos urbanos, quais parasitas, recebem energia das unidades habitacionais circundantes. É a esmola de quem não utiliza o espaço que lhe foi dado e cede o território à cidade.


Apresenta no Pátio Garret ao Chiado a Instalação DEMO_polis :: territorio de emergência integrado na Luzboa Bienal Internacional da Luz Lisboa.

A instalação vai estar aberta ao público de 21 > 30 Setembro das 20h às 00h.
Inauguração da Luzboa: Largo S. Carlos (ao Teatro S. Carlos) às 20h – 21 Setembro "

www.moov.tk (link na barra lateral)


queridos arquitectos, aqui entre nós: faz-me lembrar qualquer coisa...

Ser jovem

Cada vez que olho para os preços dos bilhetes penso "o que é que andei a fazer até aos 25 anos?"

Era jovem, era estudante, tinha tempo, era tudo mais barato... e acho que passei o tempo no Bairro Alto onde não fazem descontos nenhuns!
Agora não sou jovem, não sou estudante, não tenho tempo, não vou ao Bairro Alto e não consigo participar na sociedade em todas as suas vertentes socio-culturais em conformidade com esta situação de pessoa adulta, trabalhadora, contribuinte pagadora dos seus impostos...

Ontem comprei bilhetes para o teatro com desconto para menores de 30 anos.
Até me senti mais nova, bendita Culturgest!
Haja alguém que compreenda que ainda somos suficientemente jovens para pensar duas vezes antes de dar 12€ por um bilhete para o teatro. Por 5€ já os jovens podem ser mais cultos; e não está fácil deixar de ser jovem na conta bancária...há que ter isso em consideração.

Tenho um ano e dois meses para me cultivar!
(já que não acredito que num ano e dois meses passe a receber como gente grande)


Nota: acabei de receber a newsletter do S.Carlos - também têm descontos até aos 30, justiça seja feita.

terça-feira, setembro 19, 2006

Voltar




É preciso voltar a ter vida.
Voltar a ver outras vidas, voltar a ver outras formas de ver a vida.
Voltar a estar em casa, como este sábado, perdida entre os meus tarecos.
Voltar a ver filmes de manhã, já que sempre adormeci à noite.
Voltar a ir ao teatro, voltar a ir ao cinema.

"Rir numa segunda-feira" é um bom princípio.

Volver é uma óptima forma de voltar atrás e recomeçar.
Volta sempre, Almodovar.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Até Domingo



"Nothing Hurts", no Teatro Taborda





Primeiro estranha-se, depois entranha-se.

Uma realizadora de cinema e uma jornalista confrontam-se e chocam-se num mundo onde o real e o virtual se encontram e, por vezes, se repudiam. De 7 a 17 de Setembro no Teatro Taborda, em Lisboa.
Uma relação feita de emoções partilhadas, de alguns silêncios, de uma constante procura de identidade e, muitas vezes, da impossibilidade de contar - e provar - as paixões contemporâneas.
in, "Público - Guia do Lazer"

Um espaço, geralmente sub-aproveitado, é apropriado por uma boa causa, transformado em cenários vários feitos de luz e imagem com a cidade em pano de fundo.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Manifesto contra o conhecimento



O conhecimento, esse lugar comum onde todos nos encontramos.
Procura-mo-lo, pensa-mo-lo e damos connosco perdidos, todos, em torno dele.
Imóvel, está ali, desafiando-nos. Impávido. Imenso.
O contraste com as nossas loucuras quotidianas.

Assim se passaram os últimos anos...

Ao rio!
Quem dá o primeiro passo?
(… atiramo-nos nós ou atiramo-lo a ele?)

quarta-feira, setembro 13, 2006

sexta-feira, setembro 08, 2006

quinta-feira, setembro 07, 2006

...


hoje, como naquele dia, também é lua cheia...

Ciao


Numa manhã, há dois ou três anos, ouvi na rádio uma música que conhecia desde sempre.
"Sabes que música é esta?", perguntei a Árias. "Não."
Não queria acreditar, ele conhece muito mais música do que eu e, aquela música, eu sentia que a conhecia até às mais profundas entranhas...
Pesquisei na net e surgiu-me como primeira página: "Músicas revolucionárias..." Não precisei ler mais, podia até tê-la ouvido ainda antes de nascer.


Una mattina mi son svegliato,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
Una mattina mi son svegliato
ed ho trovato l'invasor.
O partigiano, portami via,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
O partigiano, portami via,
ché mi sento di morir.
E se io muoio da partigiano,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
E se io muoio da partigiano,
tu mi devi seppellir.
Seppellire lassù in montagna,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
Seppellire lassù in montagna
sotto l'ombra di un bel fior.
E le genti che passeranno
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
E le genti che passeranno
mi diranno «Che bel fior!»
«È questo il fiore del partigiano»,
o bella, ciao! bella, ciao! bella, ciao, ciao, ciao!
«È questo il fiore del partigiano
morto per la libertà!»



O tempo foi passando e tanto se passou.
Muitas vezes tenho voltado a ouvir esta música, na versão em que a re-conheci.
Muitas vezes relembro esta letra, nos mais diversos contextos.
Muitas vezes canto esta música, até às mais profundas entranhas...

quinta-feira, agosto 10, 2006

Faltam 2 dias

dolorosos e compridos...para pensar em fazer malas e fugir para bem longe!




Tadahiro Uesugi

quarta-feira, agosto 09, 2006

Closer


"At last a love story for adults" -Time

Faltam 3 dias...


...para por todo o tipo de leituras em dia!


Tadahiro Uesugi

terça-feira, agosto 08, 2006

Corta-fogo, Pára-Chamas...água na fervura

Escondida num caderno de encargos passeio por outras vidas.
Escondida num caderno de encargos descubro-me numa sala interior em pleno agosto.
Invejo outras vidas.
Como vim aqui parar? Como posso sair daqui?
Quis vir aqui parar? Quero sair daqui?
Subi por uma escada que caiu quando se tirou a cofragem.
Esqueci-me de desenhar a saída de emergência.
Qual é a minha classe de resistência ao fogo?

Faltam 4 dias...


...para passear pela cidade!


Tadahiro Uesugi

segunda-feira, agosto 07, 2006

Faltam 5 dias...


...para esquecer o que não interessa!


Tadahiro Uesugi

Klimt


www.moviesonline.ca

Como sou uma apaixonada pelo pintor fui ver o filme.

Óptima fotografia, cenários fantásticos, figurinos deslumbrantes...só isso impediu que me ferrasse a dormir.
Que estopada!

sexta-feira, agosto 04, 2006

"Oh tempo, volta p'ra trás..." (1)




Recuso-me a admitir que tenho mais 10 anos que no primeiro Festival Sudoeste!

"Oh tempo, volta p'ra trás..."



Mário Pires
www.fmm.com.pt


O fim-de-semana passado foi tão bom que esta semana se tornou insuportável!

quinta-feira, julho 27, 2006

Festival Músicas do Mundo, Sines


Mário Pires
www.fmm.com.pt



Eu vou... dormir no hotel mil estrelas com vista para o mar.
Quem quer boleia?

terça-feira, julho 25, 2006

Comunicado

Dada a avalanche de comentários bacterianos que minou o blog no passado dia 22 vejo-me na contingência de ter de passar a usar máscara antes que alguma doença ruím se instale.
Todos os comentários oriundos de seres inteligentes continuam a ser bem-vindos.
Peço desculpa pelo incómodo.

A gerência

segunda-feira, julho 24, 2006

sexta-feira, julho 21, 2006

Não à Guerra



O meu amor

"O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

[...]

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz"


Chico Buarque

Hoje, vá-se lá saber porquê (!), acordei com esta música na cabeça...

A Mulher-Seta


A Mulher-Seta voa em direcção ao alvo.
A Mulher-Seta voa contra o vento.
A Mulher-Seta não se demove nem se perde.
A Mulher-Seta sabe para onde vai.
A Mulher-Seta chega lá.
E ri!

Ainda bem que é minha amiga.

Caranguejos



Bicharocos intrigantes estes...
Ou gosto mesmo muito deles ou só quero que se enfiem na areia!


Caranguejo e Escorpião

"O escorpião providenciará a ousadia de que o caranguejo não é capaz, mas inveja. O caranguejo fornecerá ao escorpião aquela retaguarda que ele, bom escorpionino, cobiça em segredo. O encontro deste par de duras carapaças será repleto de ternura e paixão. Sensibilidades complementares, intuições agudíssimas, noites memoráveis. Eles são daqueles que se entendem sem ter mesmo que trocar um olhar. Agora, se se desentenderem, o caranguejo vai sumir de casa, mas se esforçará para dar a impressão de que foi posto na rua, de modo brutal, por aquele animal sem coração, o escorpião.
Até mesmo o destemido escorpião precisa de um lar, e qualquer caranguejo, mesmo os mochileiros, são o lar sob-medida para um escorpionino. Excelente combinação: ambos adivinham que por dentro de suas carapaças há dois seres radicalmente sensíveis. Compreensão e empatia à primeira vista."


É uma hipótese...

quinta-feira, julho 20, 2006

Vida de Arquitecto


O Arquitecto não tem minutos, tem cotas.
O Arquitecto não tem horas, tem pormenores.
O Arquitecto não tem semanas, tem áreas significativas.
O Arquitecto não tem meses, tem escalas.
O Arquitecto não tem estações, tem estudos prévios, licenciamentos, projectos de execução.
O Arquitecto não tem anos, tem projectos.

Conclusão inevitável:
O Arquitecto não tem vida, tem obra.

quarta-feira, julho 19, 2006

Wake up and smell the coffee!


Yoshitaka Amano


Às vezes sinto-me como se tivesse acordado de um sono de cem anos, qual Bela Adormecida. Mas depois da parte do prícipe.
Uma pessoa adormece e acorda cem anos depois.
Não lhe bastava aquilo que já tinha deixado por fazer, soma-se tudo o que lhe passou ao lado enquanto dormia e impedindo-a de perceber o que a rodeia.
Absorve o que a rodeia.
E espanta-se!
E ri-se!
E assusta-se...

Acho que percebi porque é que ela só acorda com o príncipe ao lado.
Já lhe bastava tudo o resto para ter com que se (pre)ocupar.

terça-feira, julho 18, 2006

"Wellcome to the suck"





Quando o médio oriente se torna cada vez mais quente voltamos à guerra do Golfo, que não deixa de ser a mesma.

E que guerra é esta? E o que é a guerra?
Como vai uma pessoa para esta ou outra guerra?
O que acontece quando uma pessoa vai para uma guerra?
E como fica? E como volta?
Porque a guerra é feita por pessoas...

Este não é um filme de guerra.
É um filme sobre alguém que vai para a uma guerra que não se sabe para onde vai.
"Jarhead", de Sam Mendes.
Para pensar. Sobre as guerras.
Enquanto o médio oriente se torna cada vez mais quente.


À falta de "sete palmos de terra" as segundas-feiras voltam a ser dia de filme!

segunda-feira, julho 17, 2006

"Ecce Homo"


Cravos - Pina Bausch



Desbaratamos deuses, procurando
Um que nos satisfaça ou justifique.
Desbaratamos esperança, imaginando
Uma causa maior que nos explique.

Pensando nos secamos e perdemos
Esta força selvagem e secreta,
Esta semente agreste que trazemos
E gera heróis e homens e poetas.

Pois Deuses somos nós. Deuses do fogo
Malhando-nos a carne, até que em brasa
Nossos sexos furiosos se confundam,

Nossos corpos pensantes se entrelacem
E sangue, raiva, desespero ou asa,
Os filhos que tivermos forem nossos.




José Carlos Ary dos Santos

Cravos que fui (e vou) encontrando na net

Hiperligação
Ilustração de António Pimentel


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Bloco de Esquerda

blogs
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ExDra
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Tugir
RandomBlog02


info
Público, 20.08.2004
Wikipedia


à posteriori
(por razões que não vêm ao caso)

grande loja do queijo limiano
em portalegre cidade
acrescente1ponto
a voz portalegrense
íntima parte

Sábado, 15.07.06 - o calor

O piquenique na praia estava marcado para as quatro mas foi sucessivamente adiado para hora menos perigosa.
Nós, como resolvemos confundir Fonte da Telha com o Meco, só chegámos a Fonte da Telha às oito.
Largámos as toalhas, tirámos a roupa e corremos para o mar.

Ficámos na água até o sol tocar o mar.
Comemos ao som dos tambores até as estrelas encherem o céu.
Passeámos os pés pela água morna até a praia ficar deserta.
Deixámo-nos cair na areia até cairmos de cansanço.

Sexta-feira, 14.07.06 - o calor


Seriam cerca das onze da noite, quando chegámos ao miradouro da Sra. do Monte na esperança de encontrar uma aragem que fosse.
Encontrámos os miradouro cheio como não estamos habituados.
Como ninguém está habituado a que o miradouro esteja cheio todos se comportavam como se não estivesse.
Viam-se então os mesmos pares olhando romanticamente a paisagem, ainda que não tão próximos como se estivesse frio.
Viam-se então os mesmos grupos com uma luzinha cintilante saltitando de pessoa em pessoa.
Como ninguém está habituado a estas temperaturas o miradouro fazia concorrência à esplanada da Graça.

Do lado de lá da guarda, onde deveria haver flores, um casal montou a sua própria esplanada.
Seriam cerca das onze da noite, quando chegámos ao miradouro da Sra. do Monte.
Sentados em cadeiras desdobráveis o casal bebia vinho em copos de balão gozando a aragem.

quinta-feira, julho 13, 2006

Julho


http://www.lancejordan.co.uk

Julho é o sétimo mês do ano no Calendário Gregoriano, tendo a duração de 31 dias. Julho deve o seu nome ao ditador romano Júlio César, sendo antes chamado Quintilis em latim, dado que era o quinto mês do Calendário Romano, que começava em Março. Também recebeu esse nome por ser o mês em que César nasceu.
Julho começa (astrologicamente) com o Sol no signo de Câncer (Caranguejo) e termina no signo de Leão. Astronomicamente falando, o Sol começa na constelação de Gemini (Gêmeos/Gémeos) e termina na constelação de Cancer.
No roda do ano pagã julho termina Lughnasadh ou próximo dela no hemisfério norte e no Imbolc ou próximo dele no hemisfério sul. [...]"




Cada ano que passa mais me convenço que Julho é o mês que mais custa a passar.

O calor a que damos as boas vindas em Junho e que gozamos na praia em Agosto torna-se insuportável em Julho.
Em Julho o trabalho torna-se insuportável.
Em Julho a cidade torna-se insuportável.
Em Julho as pessoas tornam-se insuportáveis.

Não percebo porque é o mês de Caranguejo se todos já só olham em frente.
Não percebo porque é que não tem apenas 28 dias, passava Fevereiro a ter 31.
Não percebo porque é que se insiste tentar fazer alguma coisa de útil com este mês.
Não percebo porque é que não se tem férias a partir de determinada temperatura.


No Brasil, Julho também é uma abreviação para Júlio César Petterman Evangelista, que pode ser usado como adjetivo no sentido pejorativo, sendo semelhante (porém mais poderoso) a adjetivos como 'Idiota', 'Imbecil', 'Anta', 'Mula', entre outros.
pt.wikipedia.org


E nem imaginam os brasileiros como ficam os portugueses em Julho...
Não há paciência que aguente um mês assim!
Não há paciência que se aguente a um mês assim!

quarta-feira, julho 12, 2006

Lisboa by day


Lisboa by night


www.pbase.com/diasdosreis/downtown

Saimos de Santos às sete e meia e vamos beber qualquer coisa ao Jardim do Tabaco.
À beira rio, decidimos ir jantar à Casa do Algarve, no Chiado.
Bebemos vinho, sentados junto à janela, com vista para o Tejo e a Sé sobre o Terreiro do Paço.
Atrás de nós começam a cantar fado em voz tremida, como convém ao quadro tipicamente lisboeta.
O sol pôs-se entretanto. Acendem velas.
De volta à outra colina refrescamos-nos com a vista da Sra. do Monte.
O dia ainda é o mesmo quando chegamos a casa.


Como seria ouvir fado quando ainda não havia iluminação eléctrica nem carros a cortar o sofrimento feito canção?

terça-feira, julho 11, 2006

E agora?


Six feet under .


...como ganhar forças para aguentar as semanas?


"Everyone's waiting"
(fico a pensar no título deste último episódio, enquanto espero)

Vou ter saudades tuas


Claire Fisher's self portrait.

Sem desmérito para qualquer um dos outros personagens - qual deles o melhor, mais construído, melhor representado?! - não posso deixar de me despedir com maior carinho pela Claire.
Porque acredita. Porque sonha. Mesmo quando não sabe o quê nem como.
Os olhos brilham sempre.

"Tributo a Joaquim Miranda"



"Joaquim Miranda não foi apenas um deputado competente e trabalhador no parlamento europeu. Estudou e reflectiu sobre a unidade europeia, contribuindo para o desbravar de novas perspectivas e tarefas dos comunistas em relação a esse processo.[...]
Na mensagem que enviou ao Fórum da Renovação Comunista sobre a Constituição Europeia, em Outubro de 2003, Joaquim Miranda sublinhou a 'especial importância' da 'realização, no quadro e numa perspectiva de esquerda, de iniciativas de reflexão e debate, que assegurem uma análise aprofundada e participada das questões europeias', para 'a busca e a proposição de novos rumos'."

in "Pravda", 03.07.2006.

segunda-feira, julho 10, 2006

Verão


Mutcha, "Summer" .

Gosto do aconchego do sol no corpo.
Gosto que o calor me entorpeça a alma.
Gosto de me lembrar do tempo em que não conseguia fazer nada e não me importava.

Casada há um mês


Prendinha da madrinha.



Diziam-me que demora uma eternidade a preparar um dia que passa a correr.
Não concordo.
É um dia se estica, que se multiplica em fotografias espalhadas pelos amigos, em vídeos para reviver (, em prendas para arrumar).
É um dia que dura uma vida.


Um mês passado, perguntam-me se noto alguma diferença. Respondi que não.
"Afinal já estávamos juntos há anos e as grandes alterações familiares sentiram-se mais com a mudança de casa - e consequente oficialização de que morávamos juntos.", justifiquei.

Mmm... Já não estou tão certa!
Engordei e passei o serão de Domingo a passar a ferro...
Espero que não seja sinal de nada irreversível!

A guardar


Mam'zelle Rouge .

domingo, julho 09, 2006

Moov

Recomenda-se vivamente.

"Só quer a vida cheia quem tem a vida vazia"*


"Harmony", Erin Banks


Já não há casamento em que pensar.
Nem há jogos para sofrer com hora marcada.
Em casa falta apenas espalhar as pessoas pelos cantos e pendurar as histórias nas paredes.

Ah! Finalmente uma vida normal...

*Sérgio Godinho

Acabou-se o Mundial



http://mundial2006.sic.sapo.pt/mundialfutebol2006/fotos/Alemanha+x+Portugal.htm

Não consigo não ficar contente pela Alemanha.
Afinal organizaram tudo, surpreenderam, vibraram e também não chegaram à final.
Não consigo não ficar triste com o resultado.
"Não havia necessidade" de tamanha humilhação!
Mas gostei que ainda se marcasse um golo, gostei do espirito que tem crescido desde do Europeu.
Gosto de ver que se começa a gostar das cores da bandeira - o que não é tarefa fácil!
Aprendesse o resto do país com o Scolari e talvez crescessemos todos...

Obrigada Figo!
Obrigada Pauleta!
Certamente os outros continuarão o trabalho...

Até daqui a dois anos!