
Quando o orçamento não permite uma jantarada à beira-Tejo, daqueles com tudo a que temos direito (mesmo que seja porque se andou a gastar dinheiro em flores), a AgendaLX de Outubro tem sugestões mais lisboetas que muitos restaurantes.
Nós experimentámos o Bife à Marrare. Simples (e nem assim fui eu a fazê-lo), calórico q.b. para se considerar um jantar em condições.
Muito bom!
sábado, outubro 07, 2006
Jantar Cultural
De_coração

flor de algodão
Depois de muita arrumação achei que merecia um bocadinho de decoração...
Juntem as famílias que, por norma, parecem não ter mais nada de interessante para fazer, mais as que aproveitaram o fim de semana grande, mais o facto de ser princípio de mês, mais os jovens que entraram para as faculdades...e podem imaginar como estava a IKEA!
sexta-feira, outubro 06, 2006
Haja luz!

Gosto de janelas altas e tectos com estuques trabalhados.
Cresci numa casa assim, talvez seja por isso.
Talvez seja por isso que resolvi ser arquitecta, porque gosto mais das casas antigas que das novas.
Gosto que o tecto esteja pelo menos três metros acima do chão.
Gosto do som do soalho que não há pavimento flutuante que substitua.
Gosto que a luz entre verticalmente fazendo desenhos no chão, mudando ao longo do dia e ao longo dos dias.
Gosto das sombras que só o nosso sol permite.
Já quase não me lembrava que trabalhava num sítio destes.
Finalmente volto a saber como está o tempo lá fora...
(nesta casa ninguém pára muito tempo no mesmo sítio.)
Custa menos trabalhar assim, mesmo quando está toda a gente a gozar o fim-de-semana grande.
Lotação Esgotada

Noites de luxo...na nossa sala.
A gerência lamenta mas, por enquanto, esta sala de cinema dispõe apenas de dois lugares.
Estamos a tentar melhorar as condições, informaremos logo que a capacidade de admissão o permita.
Na imagem: "Memórias de uma Gueixa" - para estreia não esteve mal, mas o livro é incomparavelmente melhor.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Correr por desporto (1)
República
quarta-feira, outubro 04, 2006
Mais (ou menos) um ano

Comecei a trabalhar no dia mundial da arquitectura. Naquele ano foi dia 8 de Outubro.
Lembro-me que fui à festa à noite comemorar, apesar de só estar a começar o primeiro estágio.
Depois fiz o segundo estágio...depois...fui perdendo o conto!
É uma luta anual com o meu sub-consciente quando tento pensar há quantos anos trabalho aqui.
Cada ano que passa vou sabendo menos o que hei-de comemorar...
- O que fazes?
- Sou arquitecta. - digo, de peito inchado, como inchados de orgulho são todos os arquitectos (acho que é um vicio - ou um virus - que se apanha mal se entra na faculdade)
- Ah! Noitadas, trabalho ao fim-de-semana...
- Pois. - puff, lá se vai o orgulho!
E o mais desanimador é que podem até saber que os arquitectos trabalham imenso, mas a maioria das pessoas não sabe porquê, a fazer o quê nem para quê. E se as pessoas (motivo principal do nosso trabalho) não sabem, também não sei se nos serve de muito saber...
Leituras

Desde que li o "Como água para Chocolate" que fiquei fã desta senhora.
Curiosamente é o único livo dela que não tenho, uma vez que me foi emprestado. Desde então que não hesito cada vez que sai um novo livro dela, devoro-o como se de chocolate se tratasse.
Cada livro é uma viagem de sabores e tradições, de sentimentos e cheiros, de passeios por lendas distantes com os pés afundados na terra. Por isso se lêem de uma assentada, entra-se no comboio e só se pára quando se chega ao destino.
Este é o mais recente bilhete.
Com os meus botões...
Depois de passarmos mais um serão a tentar perceber como descarregar fotografias do telemóvel de modo contínuo e sem stress (eu quero um Nokia!)heis senão quando me apercebo que muitos de vós devem andar a ver este blog todo torcido.
Digo isto porque, como expliquei atrás - e aqui que ninguém nos ouve - a minha janela para o mundo tem-se mantido aberta graças ao meu querido McIntosh que me faz companhia diariamente e apenas hoje tive oportunidade de o ver no no novo computador em casa. (Festa! Finalmente um portátil!)
Confesso que me assustei...
O tipo de letra que escolhi da net a partir do arcaico computador de que dispunha não é reconhecido pelos padrões standard pelo que distorcia as barras e sabe-se lá que mais. É verdade que cada vez vejo pior, mas os óculos existem para alguma coisa, não é motivo para ter um blog que se pode ler a kilómetros de distância...
Entretanto, e já que o serão já estava dedicado à nobre causa da informática, resolvi fazer mais uns retoques.
Chamemos-lhe o modelo Outono-Inveno 2006/2007.
Digamos que foi para comemorar o 13000º visitante.
(Espero que traga sorte!
Estou para ver como é que isto me aparece amanhã...)
terça-feira, outubro 03, 2006
Verdades Inconvenientes

Não será o filme mais divertido em exibição, apesar dos vários momentos de humor mais ou menos incisivo.
Não será um documentário repleto de novos dados sobre o mundo em que vivemos, apesar de bastante explícito e fundamentado.
Na verdade nem se propõe ser nada disto, mas ser apenas um novo modo de alerta quando os sistemas tradicionais se demitem das suas funções.
E talvez funcione.
A verdade incoveniente é que temos de pagar bilhete para nos informarmos sobre algo que deveria entrar-nos pela casa dentro como tantos filmes americanos.
A verdade incoveniente é que é necessário comprar informação.
A verdade inconveniente é que tem que se vender bom-senso.
A verdade inconveniente é que é preciso jogar com as regras do adversário para o ultrapassar.
A verdade é que o Sr.Bush lá está, inconvenientemente.
www.climatecrisis.net
segunda-feira, outubro 02, 2006
Fragments of a rainy season

designer: akiko orito
photo: r.tezuchi, h.sasaki
Despedi-me do Verão bebendo cerveja nas esplanadas de Praga. A chuva e o vento levaram-nos ao combóio e acompanharam-nos até Budapeste onde dei as boas vindas às camisolas de malha.
Faz tempo que não se morre de calor à tarde ou de frio à noite na Festa do Avante. Setembro é um mês indeciso, perdido entre o fim e o princípio.
Em Outubro sempre fomos à festa de anos com roupa de Inverno, mesmo que deixássemos os casacos em casa para ir brincar no quintal.
Outubro é Outono, sempre foi.
Gosto de chuva sem frio.
Gosto do frio anunciado.
Sei que me vai saber bem em Novembro, o Verão de São Martinho, o frio sem chuva.
Este fim de semana arrumei o Verão ao som de John Cale.
Só lamento os dias mais curtos..."rage against the dying of the light".
John Cale - Dying on the vine
sexta-feira, setembro 29, 2006
Correr por desporto

Depois de muita insistência resolvi dar uma hipótese a esse desporto que sempre vi como masoquista: correr.
Como se não chegasse o que uma pessoa corre porque tem que ser e se revoltar contra isso há quem insista que correr liberta o stress...
A mim sempre me enervou correr, deprimia durante o precurso e terminava com uma neura que ningém me podia aturar. Isto no tempo em que me obrigavam a correr por desporto e apesar de sempre ter reduzido o percurso tanto quanto possível sem o professor se aperceber (muito). Acho mesmo que se não encurtasse o percurso ainda hoje o professor lá estava à espera que eu chegasse...e eu já não corro há dez anos.
O único desporto onde me senti realmente bem durante a escola foi no andebol: especializei-me como guarda-redes!
Sou um pessoa tartaruga e sempre fui feliz assim. As lebres que se esfalfem, sei que as apanharei...
Ao longo do tempo em que deixei de ser obrigada a mexer-me vi-me obrigada a admitir que se a natureza nos deu pernas - por piores que fossem - era porque queria que as usássemos. Por outras palavras, senti nas pernas a teoria de Lamarck.
Com uma amiga muito semelhante a mim fui para a hidroginástica. Ao menos aí tínhamos o que nos ajudasse a lutar contra a força da gravidade, nos tapasse até ao pescoço e refrescasse a cara quando começávamos a parecer tomates de touca!
Arranjámos companhia e tudo parecia correr bem até as as velhotas nos encherem a piscina e nós que, ainda assim, conseguiamos mexer-nos um bocadinho mais, pirámo-nos dali...
Como me custa levantar cedo, mesmo para o que gosto, o tempo em que consegui ir para o trabalho a pé acabou mal deixei de estar obesa. Depois mudei de casa, depois casei-me e depois dei por mim a engordar sentada à frente do computador outra vez.
Convenceram-me a correr com os argumentos de ser um desporto sem horário, ao ar livre, o mais económico e localizado exactamente onde me interessa. Mas continuo céptica.
Comecei por correr à procura de um equipamento com o qual não morresse de frio no Inverno nem de calor no desespero.
Continuei a correr à procura de uns ténis que não fossem muito caros nem muito feios para, por fim, me deixar convencer pelo conforto de uns ténis horrorosos e caríssimos (entretanto apercebi-me que que todos os ténis para correr são de fugir!)
Quarta-feira fui para Belém tentar correr por desporto pela primeira vez.
Que inveja das pessoas sentadas no café!...
- Não aguento mais; doem-me as pernas, os pulmões, os ouvidos...Vai tu correndo e apanhas-me na volta.
- Parece que tens 40 anos! (na verdade passaram por nós uns senhores na casa dos 50 que corriam bem mais que eu)
- Qual é o espanto? Eu avisei; quando tinha dez anos já era assim!
"Quanto tempo correste?" perguntaram-me no dia seguinte no escritório "Correste até onde?"
Quem já me viu correr disse apenas "Hoje 100 passos, amanhã 101."
Parece que mesmo a correr devagar se vai ao longe.
Hei-de ser uma avó com pernas fabulosas!...
quinta-feira, setembro 28, 2006
"Oh dear! Oh dear! I shall be too late!"
quarta-feira, setembro 27, 2006
Hoje acordei com mais esperança num mundo melhor
Ontem ouvi Fernando Savater no "Por outro lado" (Ana Sousa Dias, 2:) e sorri por dentro.
Ainda há quem acredite. Há quem pense.
Há quem se questione e proponha respostas interessantes, úteis.
Há quem olhe o mundo como ele é e continue a encontrar motivos para rir.
Há quem saiba para que serve estar vivo.
Fernando Savater
foto:el mundo
Do blog ESPLANAR copiei um pouco de uma entrevista feita em viagem:
JPG – Quem define o que é preciso para viver em sociedade?
FS – A paciência. A companhia dos outros é sempre difícil de suportar. O homem moderno vive um pouco o complexo da criança mimada, que pensa ser o centro do universo, a criança que quer tudo, quer tudo agora, e todas as sociedades querem tudo imediatamente, não admitem as contrariedades. O sonho infantil por excelência é essa omnipotência. Quando crescemos continuamos a sonhar um pouco com isso. Mas a sociedade é o contrário, é admitir que cada um é importante por si mesmo e que nós somos apenas mais um dentro de um mundo de pessoas que têm os seus próprios fins… ora isso é difícil de suportar. Temos que ter uma certa paciência e uma certa humildade. A sociedade é imprescindível, não há que pedir que sejamos permanentemente felizes, que seja um êxtase permanente… um orgasmo perpétuo por viver em sociedade. A dor, por exemplo… o mundo moderno toma 50 pastilhas por dia para que lhe deixe de doer. É importante aprender a conviver com a dor, porque muitas vezes quer lembrar-te as coisas importantes. Há que aprender a viver com o insuficiente. O filósofo é alguém que aprende a viver com o insuficiente, sabe que vamos conviver sempre com o insuficiente.
terça-feira, setembro 26, 2006
Deixei-me cair em tentação
Confesso.
E logo hoje, que me tinha resolvido a fazer dieta.
Hoje, que trouxe fruta e iogurtes para o trabalho.
Hoje que até já tinha bebido mais de um litro de água antes do almoço...
Que demónio se lembrou de deixar aqui isto?
Que demónio me fez lembrar hoje de abrir a gaveta?
Oh, quem me sujeita a tamanha provação?! (esta é a parte em que suspiro e me reclino para trás com a mão na testa)
Confesso, mas bem sei que a balança não me perdoará.
Já que não posso aliviar o corpo, possa ao menos aliviar a consciência:
O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. Estudos recentes sugerem a possibilidade de o consumo moderado de chocolate preto e amargo trazer benefícios para a saúde humana, nomeadamente devido à presença de ácido gálico e epicatecina, flavonóides com função cardioprotectora. Sabe-se que o cacau tem propriedades antioxidantes. O chocolate constitui ainda um estimulante devido à teobromina, embora de fraca capacidade. in Wikipedia
..terá sido afinal um presente divino?
Lisboa a pé

foto:joão figueiredo
Gostei de ver, esta manhã, a cidade cheia de gente.
Gostei de ver tanta gente a andar a pé.
Eu também andei, pela João XXI até à Avenida da República, ultrapassando todos os condutores mal-dispostos, os sapatos mais rápidos que os pneus. Mais barato, mais saudável e mais ecológico também.
Depois de irmos buscar o carro de substituição - que o meu ficou na oficina a tratar-se de um acidente com quase um ano e não há fundamentalismo que justifique ir a pé para o Pinhal Novo - aproveitei para dormir na Av. de Ceuta o tempo que me faltara na cama.
A reunião matinal atrasou-se e deu-me tempo para beber café calmamente...
Ah, gosto quando tudo é mais devagar de manhã!
segunda-feira, setembro 25, 2006
No meu canto no fim do mundo
cada vez que toca a campainha: salto, sobe-me a adrenalina, o coração começa a bater mais depressa...
cada vez que toca o telefone: salto, sobe-me a adrenalina, o coração começa a bater mais depressa...
Infelizmente não é paixão, é que não me apetece falar com ninguém!
Ou me mentalizo que não estou sozinha no mundo - apesar de todas as paredes me parecerem dizer o contrário - ou tenho um ataque cardíaco antes do fim do dia.
domingo, setembro 24, 2006
O meu computador morreu
vítima de doença prolongada.
O blog, não sei porquê, também não está muito bem de saúde. Depressão? Espero que não! Felizmente terá sempre um Mac a zelar por ele...
quarta-feira, setembro 20, 2006
Ideias brilhantes

Passo a (publi)citar:
"Como forma de dar ênfase ao antagonismo e a um esvaziamento crescente da pólis enquanto baluarte da diversidade e interacção de ideias e pessoas, propomo-nos instalar durante o período da Bienal uma série de tendas que criarão um novo território habitado. Território de emergência e de contaminação social, testemunho de uma cidade extremada entre a necessidade e a oportunidade, entre a descoberta e a segurança.
Uma instalação que propõem uma nova perspectiva de alojamento improvisado e temporário num dos quarteirões mais caros por m2 da Europa. Explora-se o contraste de um modo de vida consolidado mas egoísta porque isolado da rua, com um modo de vida precário mas gerador de cruzamentos de indivíduos, crenças, culturas...
As tendas irão estender a sua acção até às fachadas circundantes através de equipamentos eléctricos banais que ficarão acopulados às fachadas circundantes com uma parnafernália de cabos que parecem querer dizer que estes novos objectos urbanos, quais parasitas, recebem energia das unidades habitacionais circundantes. É a esmola de quem não utiliza o espaço que lhe foi dado e cede o território à cidade.
Apresenta no Pátio Garret ao Chiado a Instalação DEMO_polis :: territorio de emergência integrado na Luzboa Bienal Internacional da Luz Lisboa.
A instalação vai estar aberta ao público de 21 > 30 Setembro das 20h às 00h.
Inauguração da Luzboa: Largo S. Carlos (ao Teatro S. Carlos) às 20h – 21 Setembro "
www.moov.tk (link na barra lateral)
queridos arquitectos, aqui entre nós: faz-me lembrar qualquer coisa...




